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terça-feira, 28 de abril de 2015 - 11:33F-1

NÃO VAI BEM

SÃO PAULO (outono) – Fernando Silva e Pedro Henrique Marum fizeram um interessantíssimo levantamento e concluíram que nunca, em sua história, a McLaren teve um início de temporada tão ruim — quatro corridas sem pontuar.

Curiosa, essa situação. Quando McLaren e Honda anunciaram a parceria, os prognósticos eram os mais positivos. O histórico da dupla fazia prever que dias brilhantes estavam por vir.

Depois dos primeiros testes, porém, virou tudo de cabeça para baixo e a pergunta passou a ser: será que esses carros conseguem pelo menos se classificar para o grid?

Agora, ninguém sabe direito o que pensar. Quanto tempo vai levar para McLaren e Honda acertarem a mão? Será que isso vai acontecer?

Eu ainda acho que sim. Mas vai levar tempo, bastante tempo. Não sei se o ritmo paciente dos japoneses combina com a F-1 de hoje.

37 comentários

  1. dc disse:

    Mclaren tá é virando equipe pequena, só ver os boxes. O box da Sauber anda mais populoso e recheado de adesivos do que o da Mclaren. Estão é tapando o sol com a peneira. A grana pra desenvolver é curta (não tem patrocínio master) e com esse regulamento de motores pode esquecer. Caminha lentamente para ser a próxima ex-grande ao lado da Williams.

  2. Sergio Andrade disse:

    Acredito que a Honda tenha sido um pouco otimista, além da conta mesmo, pois a história mostra que os motores sempre passaram por evoluções até receberem o nome oficial das grandes montadoras.

    No passado, antes de assombrar o mundo depois de um longo tempo fora das pistas, a Honda retornou à F1 como fornecedora de motores com a pequena equipe SPIRIT em 1983, desenvolvendo-o para o domínio da F1 empurrando os carros da William e McLaren.

    A Mercedes que hoje assombra a todos, mesmo com seu imenso conhecimento e tecnologia, demorou anos para voltar a vencer na F1, retornado à F1 dando suporte e em parceria com a ILMOR em 1993, desenvolvendo os V10 até receberem o batismo de fábrica.

    Acho que não há mágica e concordo com você FG, com o tempo + a capacidade técnica do grupo Honda/McLaren não tenho receio em afirmar que a competitividade virá naturalmente, pois os meios estão todos disponíveis.

    Abraços

  3. José Brabham disse:

    O problema é esperar paciência de Fernando Alonso… se ele fosse paciente, estaria hoje na Ferrari

  4. Mauricio disse:

    Quando tento tirar alguma referência do passado, procuro o passado recente.
    E o passado recente da Honda foi aquela ridícula aventura da compra da BAR. Fiasco que foi ainda mais contundente quando Brawn fez um carro campeão com a mesma estrutura, mas com motor Mercedez, diga-se.

  5. Pedro Tamura disse:

    Com muita dedicação e paciência, pode-se chegar lá, sim. Eu só me pergunto se o Alonso vai ter paciência…

  6. Cassius Clay Regazzoni disse:

    Ué, e os 7 décimos que o Espanhol leva no rabo para toda equipe que ele vai?

  7. Boca disse:

    A Mclaren não tinha pra onde correr.
    Continuar com a Mercedes, tendo essa equipe própria?

    Comprar motores Renault, sendo essa multicampeã com a Red Bull?

    Andar com motor Ferrari, a maior concorrente?

    Sem opções. Assim como Alonso e Button, ambos também sem opções.

    Agora é trabalhar e torcer pra “dar liga” em dois anos.

  8. Luiz disse:

    Comparando a abertura do campeonato até a quarta etapa houve um grande avanço na Mc Laren , brigar pelo top 10 será mais dificil mas ao mesmo tempo mais valorizado.
    Como mencionei dias antes, a Honda deveria ter fechado com equipe nanica, para depois oferecer para a Mc Laren ou uma outra equipe que nao seja nanica.( Lotus, Sauber ou ate mesmo a Williams)

  9. Marcelo R. disse:

    Caro FG, sei que as vezes vc não gosta de matérias que não são do GP, mas nesse caso trago uma matéria de um site estrangeiro que traz algumas respostas e algumas apostas do porque a McLaren e a Honda não estão preocupadas e também porque ambas estão tão confiantes assim como os pilotos:

    http://richlandf1.com/?p=36492

    Hoje, ao contrário do que parece, o motor mais potente é o da Ferrari. A Mercedes leva vantagem por conta de ter idealizado o turbo separado, o que no final faz diferença. Como os motores tem permissão de atualização (tokens), mas não tem de concepção (vc pode alterar o tamanho a peça, o material, o peso, porém não pode mudar a arquitetura do motor).

    A Honda utilizou a idéia da Mercedes utilizando o conceito de divisão de turbo que Mercedes foi pioneira no ano passado, com o escape da turbina conduzido e o compressor sendo separados pelo MGU-H, que fica no V do motor, porem fez outras mudanças.

    Outra coisa, o radiador – posição privilegiada acima do motor em si e alimentada pela entrada de topo no airbox – é usado para refrigerar o pacote ERS. Isso abriu espaço para comprimir a carroçaria para dentro, diminuindo firmemente no “tamanho zero” região de fundo de garrafa na parte de trás do carro.

    Segundo a reportagem, mais detalhes foram descobertos cerca de apenas o que McLaren está fazendo com a sua unidade de potência para permitir a embalagem apertado com as exigências relativamente pequenas de resfriamento. Embora eles ainda estão em execução um grande outlet bastante central na parte de trás, a área global de aberturas feitas no carro é mínimo em relação ao resto do grid.

    Isso sem falar que o turbo compressor foi feito de forma absolutamente diversa de Mercedes, Ferrari e Renault pois eles utilizam um grande ventilador para refrigerar a área de MGU-H e a troca a Honda fez um pulo do gato.

    A regulamentação prevê que o compressor deve ser constituído por apenas uma única fase, de modo que o consenso geral é a utilização de um grande ventilador centrífugo para extrair o ar através da caixa de ar e para o permutador de calor.

    Quanto maior for o ventilador quanto maior o impulso de pressão atingido embora isto não é um grande troca tal quando se considera o limite de fluxo de combustível. Um ventilador menor, porém, vai enrolar muito mais rápido devido à sua inércia menor, o que melhora a dirigibilidade.

    Acontece que Honda optou por usar um muito menor, compressor axial, mas sem os múltiplos elementos de fãs que tornariam o sistema ilegal. Em vez disso, há um ventilador alongado que se estende através de um tubo estreito, talvez com uma multiplicidade de lâminas cada vez mais de tamanho para guiar o ar através.

    Há um número de vantagens em fazer isto: o compressor menor resultante pode ser embalada de forma ordenada no V do motor juntamente com o MGU-H, a remoção do bloqueio criado por um ventilador centrífugo grande e fazendo o motor chegar até mais perto do tanque de combustível. A ênfase em fazer isso é novamente criar mais espaço ainda mais para trás e melhorar a distribuição de peso do carro.

    Em segundo lugar, um ventilador menor naturalmente gira muito mais rápido e coloca menos dependência do MGU-H para gerar impulso em aceleração diminuído a dependência do MGU-K .

    Finalmente, gente do meio diz (David Coulthard) que o carro é muito bom em termos aerodinâmicos, mas o que está limitando o desempenho aerodinâmico do carro é a falta de potência plena do motor Honda e não algum problema de chassi ou concepção.

    Pra terminar, é só olhar o que acontece. Na última prova, Alonso chegou atrás de Felipe Massa, mas à frente das Sauber, das STR’s de uma Force India. O motor Renault, equipa RBR e STR, o que significa que ao melhorar o desempenho a McLaren vai ganhar quatro posições no grid. Sem contar que o dinheiro dos xeiques do Barein, a fábrica da Honda envolvida até o talo vai fazer diferença.

    • Roberto Fróes disse:

      Esse excesso de regulamentos é que está matando a F1.
      Estabeleça-se a cilindrada, o peso, e fim!
      No máximo, regular o abastecimento!
      Cada um que projete o que bem entender!
      Cada um que use o pneu que achar melhor!
      E acabar com essa presepada de Safety Car!
      Divida-se a pista em 4 ou 5 setores – ao invés de 3 apenas – e limite-se – naquele trecho – a velocidade à mesma dos boxes, em caso de necessidade. E deixe a corrida continuar!
      E que tal permitir os testes? Como se pode desenvolver qualquer coisa sem testar?
      A merda de hoje é o tal do “Campeonato Mundial de Estratégia”
      O tiro agora está saindo pela culatra…

  10. Carlos Henrique disse:

    a Honda devia tentar emplacar este motor em uma 2ª equipe, ter uma outra equipe com quem trocar informações e ajudar no desenvolvimento seria muito positivo.

  11. Boca disse:

    O casamento Honda-Mclaren só deu certo em 88 (e até 91) porque houve um piloto brasileiro que ajudou os japoneses…
    E não me refiro ao Senna. Foi NELSON PIQUET, em 1986, que ajudou os japas no desenvolvimento do Motor campeão do mundo por 6 temporadas seguidas (86 construtores, 87 até 91 construtores e pilotos).
    Vamos aos fatos:
    86:
    poles – 4
    voltas mais rápidas – 11
    vitórias – 9
    87:
    poles – 13
    voltas mais rápidas – 10
    vitórias – 11
    88 (depois de 2 anos desenvolvendo o motor, com todo know-how)
    poles – 15 (13 de Senna)
    voltas mais rápidas – 10
    vitórias – 15

    Acho difícil, mas não impossível, que a Honda, com Alonso à frente do desenvolvimento (como piloto, antes que digam que piloto não desenvolve nada), consiga vencer antes de 2017, quiçá 2018.

    Resumindo: Alonso = Senna = só ganham campeonato com carros prontos. Não desenvolvem nada.

    • charles disse:

      Estava indo tão bem, cagou no final! Apesar de não ser fã incondicional do Alonso, temos que reconhecer o carro da Mc Laren que ele desenvolveu no ano de 2007, que só não foi campeão por ter havido uma puta disputa interna entre ele e Hamilton, “caindo no colo” do Kimi. A verdade, apesar de dura, deve ser dita.

      • Boca disse:

        Bom, o carro da mclaren de 2007 já nasceu bom.
        O que Alonso, então bicampeão do mundo e com 5 temporadas de experiência, fazia de bom era AJUSTAR o bólido. Claro que um estreante não teria capacidade para tanto.
        Alonso procurou a Red Bull em 2013 (melhor equipe) quando da aposentadoria de Webber, e procurou no ano seguinte a Mercedes (melhor equipe) quando o clima pesou entre Nico e Lewis, e por isso foi chutado da Ferrari.
        Continuo afirmando, minha opinião, alonso, tal qual Senna, só queria sentar num carro “pronto” pra vencer.

      • Rafa disse:

        Charles, sem querer dar grande crédito a esta polêmica levantada pelo Boca, mas a fim de desencadear um bom e construtivo debate, acho um tanto irreal dizer que o Alonso desenvolveu o carro de 2007.

        Os resultados do início da temporada mostram que o carro de 2007 foi bem nascido. Nas dez primeiras corridas, Ferrari e McLaren estavam pau a pau, com cinco vitórias para cada, se não me engano, bem distribuídas entre os quatro pilotos. Mas, desde então, com uma leve vantagem à McLaren, que parecia estar um pouco à frente dos italianos.

        Alonso não pode ter desenvolvido plenamente aquele carro porque o desenvolvimento não se faz na pré-temporada. Nesta fase, se faz o aprimoramento.

        Um piloto, quando ajuda no desenvolvimento de um carro, faz isso dando feedback sobre seu comportamento na pista, sugerindo melhorias a seus engenheiros. Estes sim é os que vão efetuar as mudanças necessárias para o desenvolvimento.

        E Alonso não estava na McLaren nas temporadas anteriores para auxiliar nos aprimoramentos necessários para o carro de 2007. Quem estava lá em 2006 era o Kimi. Então, o espanhol já chegou a uma equipe com um carro bem nascido.

        Na segunda metade da temporada, quando o trabalho de Alonso como piloto desenvolvedor poderia começar a ser observado, não foi isso que se viu. Olhando em retrospecto, o Lewis começou a levar vantagem no campeonato por sua regularidade durante toda a temporada. Mesmo quando não vencia, ficava bem posicionado.

        Ao mesmo tempo, o Massa, que vinha equilibrando a disputa com Lewis, Alonso e Kimi, foi ficando para trás com uma série de corridas ruins combinadas a um certo azar.

        Ali, não era o carro da McLaren que estava fazendo a diferença, e sim a regularidade do Lewis.

        Alonso, em vez de auxiliar no desenvolvimento do carro, como viemos a saber posteriormente, ficava fazendo política de bastidor, azedando seu relacionamento com Ron Dennis ao acusá-lo de privilegiar o Lewis e exigindo privilégios a si próprio.

        Dizer que Alonso desenvolveu o bem nascido carro de 2007 é o mesmo que dizer que Vettel é o responsável pelo sucesso da Ferrari de 2015. Ele não é. O carro mostrou-se bem nascido desde a pré-temporada. O Vettel pode ter contribuído na fase do aprimoramento, mas ele não estava na Ferrari para, de fato, auxiliar o desenvolvimento do carro no ano anterior. O Kimi estava.

        O Alonso também estava, mas não acredito que tenha contribuído para o que se vê hoje. Ele não acreditava na evolução da Ferrari. Sabemos que a saída do Alonso, ao contrário do que se diz por aí, não foi uma decisão dele. Ele foi dispensado. Mas sabemos também que ele foi dispensado por ter procurado a Mercedes e a Red Bull, oferecendo seus serviços já para 2015. Ou seja: ele queria sair. Um piloto que quer sair não acredita na evolução.

        Ao final de 2011, no GP do Brasil, último daquela temporada, Michael Schumacher disse acreditar que, na temporada de 2013, a Mercedes passaria a brigar pela ponta. De acordo com o ex-piloto, ele e a equipe estavam trabalhando no desenvolvimento a médio prazo do carro para que isso viesse a acontecer.

        No fim de 2012, Schumacher deixou a Mercedes. Em 2013, como previsto por ele, a equipe se tornou competitiva e conquistou a segunda posição no campeonato. Schumacher ficou por lá três anos, ajudando a desenvolver o carro, como fizera com a Ferrari, a fim de torná-lo competitivo com regularidade, como se vê agora. Isso mostra que o trabalho nunca é de curto prazo e jamais pode ser feito em uma pré-temporada. É um trabalho demorado.

        Eu acredito que um piloto com o talento e a experiência do Alonso tenha total condição de ser um excelente auxiliar no desenvolvimento do carro. No entanto, ele não parece estar a fim. Ou, pelo menos, não estava.

        O marco decisivo na carreira de Alonso foi o contratempo com Lewis e Ron Dennis na McLaren. Ele chegou à McLaren, a melhor equipe, em 2007, bicampeão, para ser tri. Teve Lewis em seu caminho. Um piloto estreante, mas que ali já mostrou que era um dos maiores talentos da Fórmula 1.

        Alonso esperava ter os mesmos privilégios dados a ele por Briatore. Mas, historicamente, na McLaren não é assim. Alonso não aceitou a briga dura com Lewis, criou problemas ao time, decidiu se vingar, foi dispensado e teve de voltar à já então mediana Renault, onde “perdeu” dois anos de sua carreira.

        Se tivesse ficado na McLaren, como estava no script, provavelmente já teria seu tricampeonato. Se não em 2007, em 2008.

        Mas aquela desavença com a McLaren determinou todo o destino de Alonso na Fórmula 1. Quando chegou à poderosa Ferrari, chegou vencendo e tinha sim um excelente carro. Liderou boa parte do campeonato de 2010 e, no fim, perdeu por seu próprio erro. Ele tinha um bom carro, mas não o infinitamente melhor, como foi sua Renault, a Red Bull de 2011 e 2013 e, principalmente, a Mercedes de 2014.

        Então, dizer que Alonso QUER pegar o melhor carro, já pronto, não é totalmente errado, nem totalmente certo. O desenrolar de sua carreira parece ter contribuído para falta de paciência que ele demonstra hoje, já quase na metade dos 30 e nove temporadas após vencer seu segundo título. Ele quer ganhar seu terceiro, sem ter de esperar dois ou três anos por isso.

        Mas, pelo bem dele próprio, e da McLaren, seria genial se, agora, ele demonstrasse paciência. Porque a Ferrari não o quer, nem a Red Bull. E a Mercedes, apesar de, por meio de Toto Wolf, ter afirmado que ficaria feliz em tê-lo na equipe, não parece, por meio de seus atos, estar de fato muito interessada. Por isso, se não tiver a paciência necessária e contribuir como é preciso para o desenvolvimento do carro, é melhor que Alonso se aposente já no fim desta temporada – caso ganhar o título a curto prazo seja seu único fim.

    • Razor disse:

      Bom, em 1991 Senna foi campeão com um motor aspirado (o dos tempos do Piquet era turbo). Então…sua teoria cai por terra. Plaft! Estatelada.

  12. Ricardo Bigliazzi disse:

    Motor ruim, chassi questionável (longe de pertencer a uma linhagem vencedora) e um péssimo piloto para construir uma equipe, diga-se: Idiota do Alonso.

    Uma tríade que coloca a Mclarem a merce de um milagre para voltar a ganhar na F-1 em pouco tempo – leia-se 3 anos. Podemos somar a isso a falta de grandes patrocinadores A Mclarem pode hoje até ter grana guardada no banco, mas quero ver daqui a dois anos se as vitorias minguarem de vez.

  13. Marcelo disse:

    Se a Mclaren tivesse com motor Mercedes, quantos pontos teria hoje? Pontuação abaixo após quatro corridas. Hamilton fez falta a equipe nas duas últimas temporadas.

    2014 – Button e Magnussen, 43 pontos
    2013 – Button e Pérez, 23 pontos
    2012 – Button e Hamilton, 92 pontos
    2011 – Button e Hamilton, 105 pontos

    Fábrica da Honda só acumulou fracasso no último retorno a F-1. Entre 2000 e 2008 o motor Honda venceu apenas uma vez com Button no GP da Hungria 2006.

    BAR- Honda entre 2000 e 2005:
    06 – Temporadas
    02 – Poles
    15 – Pódios
    Posição nos campeonatos:
    5º,6º,8º,5º,2º,6º

    http://www.statsf1.com/pt/bar.aspx

    Curiosamente, a Honda venceu no primeiro ano com time próprio, mas o GP da Hungria 06 foi bem atípico. Button largou em 14º na chuva e fez uma grande corrida, essa vitória foi muito graças ao piloto. Na chuva o ritmo de corrida cai muito e motor não é tão fundamental, talento do piloto em piso molhado é que prevalece.

    Equipe própria entre 2006 e 2008
    03 – Temporadas
    01 – Vitória
    01 – Pole
    04 – Pódios
    Posição nos campeonatos:
    4º,8º,9º

    http://www.statsf1.com/pt/moteur-honda.aspx

    Ninguém chega “assombrado” logo de cara, estamos falando de um campeonato mundial. Construir títulos leva tempo, mas também vem com outro sabor. Piloto e equipe podem bater no peito: “Nós tivemos a capacidade, chegamos ao título começando por baixo”

    Mclaren – Mercedes se uniram em 1994, mas o título de pilotos só veio na quinta temporada com Hakkinen em 1998.

    Schumacher largou um time que estava ganhando tudo em 94/95, para pegar um time que era motivo de piada na época. O título de pilotos pela Ferrari, só veio na quinta temporada em 2000. Bom lembrar, entre 92 e 99 Williams e Mclaren de Newey dominava uma época…Schumacher acabou com esse domínio em em dois times diferentes.

    Motor Renault retornou a F-1 em 2001, mas o título de pilotos com Alonso só veio com time próprio na quinta temporada em 2005.

    Red Bull- Renault se uniram em 2007, mas o título de pilotos só veio com Vettel na quarta temporada em 2010.

    Mercedes retornou com time próprio em 2010, mas só foi fazer um campeão em 2014.

    Torcedor só leva em conta o sucesso Mclaren – Honda, mas o tempo que isso levou ninguém nunca se importou. A Honda retornou a F-1 em 1983, mas só foi fazer um campeão em 1987, isso porque tinha Piquet que ajudou a desenvolver ao extremo o motor em configuração de corrida. Piquet soube equalizar como ninguém os limites de durabilidade e performance do motor japonês.

    Mclaren – Honda vai precisar de pelo menos, mais três temporadas pra incomodar os rivais. Mesmo assim não tem nada garantido em termos de títulos, a grande pergunta é: “Alonso vai ter paciência para esperar?”. Duvido, espanhol vai bater na porta de outras equipes. É sua melhor chance!!! Maioria dos campeões da F-1 são acomodados, poucos conseguiram “construir” títulos. Não é indireta para Alonso, ele foi bicampeão começando por baixo na Renault. O espanhol deu sorte do regulamento ajudar em 2005, sim, mas isso sempre aconteceu no mundial. Mudou as regras, sempre um time vai se destacar, o problema é saber quem.

    Mudar para um time que esta dominado uma época e ser campeão é fácil. Duro é começar por baixo e chegar aos títulos…

    Será que Rosberg vai morrer na praia?

    • Marcelo disse:

      É sempre bom lembrar, nessa época, entre 2000 e 2008 a aerodinâmica prevalecia mais que o motor, mas a Honda sabia disso. Nessa época os motores se equivaliam, mas se for observar,Newey não foi campeão pela Mclaren nos anos 2000. Ferrari dominou porque tinha um “conjunto” muito forte, mas esse trabalho começou em 1996. O retorno da Honda foi planejado, só que na prática ela não imaginava ser tão complicada.

  14. Farid Salim Junior disse:

    A Fórmula 1 de hoje nem é tão rápida assim… Mas, a equipe tem mais pressa do que a Honda, pois está sem patrocínio. Os japoneses têm paciência e dinheiro, mas Ron Dennis e seus blue caps precisam de grana para construir um chassis melhor para a próxima temporada, porque nessa, já não há o que fazer…

  15. O ritmo paciente dos japoneses não combina com a F1 de hoje e, menos ainda, com Fernando Alonso.

  16. Victor disse:

    Se o “motor” fosse um motor, eles estariam brigando na frente, com certeza!

  17. marcelo silva disse:

    Quando a Honda fez carro e motor em um passado não tão distante foi um fiasco !! Nem tudo que a Honda toca vira ouro ! Devagar com esse andor !!

  18. Cristiano disse:

    Gomes tem alguns erros no texto, em 1979 a Mclaren teve outras colocações nas 4 primeiras corridas que hoje dariam pontos, e em 1978 Tambay pontuou na 1ª corrida também, e o Watson nunca foi campeão.

  19. Mello disse:

    Foi realmente um tiro no pé essa “parceria” com a Honda depois de esta ficar um tempo fora da F1. Na primeira vez, a Honda já tinha ganhado um campeonato com a Williams, estava atualizada. Agora que o negócio não é mais “motor” e sim “unidade de propulsão”, a coisa ficou esquisita. Mas japoneses são o que são, ano que vem a coisa vai ser diferente. Alonso que espere.

  20. R.I.P.ex Alonso disse:

    Sem falar nos 2 pilotos aposentados que pilotam as carroças.

  21. Eltontoptec disse:

    Eu vos deixo uma pergunta: como pode – Air Fryer Philips Walita Honda – ser tão ruim? Dificuldade é uma coisa, inoperância é outra, vide Button no deserto. Eles tão tudo fudido.

  22. Rodrigo disse:

    Eu ainda acho que a McLaren chega ao final da temporada em pé de igualdade com a Williams, ultrapassa a Red Bull e Toro Rosso.
    Já estará na zona de pontuação na Espanha.
    Quem viver verá.

  23. Walter S. disse:

    Não dá para comparar com nenhuma situação do passado.
    O pontinho na quarta corrida de 1966 foi graças a uma única ultrapassagem, sobre um piloto particular; todos os outros 6 carros entre Bruce e o ponto do 6o.lugar quebraram e ele chegou duas voltas atrás das Brabham-Repco.
    O 4o. lugar em Mônaco 1967 foi a mesma coisa; apenas 4 carros estavam na pista na bandeirada e Bruce chegou novamente duas voltas atrás da Brabham-Repco.
    Foi uma época em que os motores Repco eram os únicos ajustados ao novo regulamento de motores até 3 litros aspirado ou 1,5 l turbo, até a chegada do Ford Cosworth; o BRM era um 2,4 litros adaptado da F-2!

    Hoje, quem não tem motor Mercedes ou Ferrari já está em desvantagem, e aí contam-se 12 carros. Com um chassis razoável, a McLaren já teria marcado pontos com um motor Renault (que chegasse ao final inteiro…), mas a promessa para o futuro com a Honda é de muitíssimo mais esperança do que aparafusar um Renault!

    Quanto à paciência dos japoneses, pode ficar tranquilo. Eles decidem tudo por aclamação, e até todos os chefões decidirem numa mesma direção pode levar anos. E eles não irão aceitar nada menos que o sucesso.

    • Goos disse:

      Walter perfeito!
      Os motores hoje são muito mais complicados em uma F1 totalmente diferente dos cenários anteriores para a Honda.
      É questão de tempo dar certo… não só pela Mclaren que sempre foi exemplo de organização… mas pela Honda.
      Tem paciência, tem a cultura inteira de um povo dedicado e meticuloso, criativo.
      Quando der certo não espera nada menor que a hegemonia da era Senna / Prost.
      Seja com Button e Alonso ou outros dois, é só questão de tempo.

  24. Brabham-5 disse:

    Eu acho que a McLaren deveria contratar o Jacques Villeneuve como diretor, projetista e piloto.
    Essa daí tem “visão”.

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