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terça-feira, 12 de janeiro de 2016 - 8:11Rádio Blog

A MORTE

SÃO PAULO – David Bowie preparou a morte, imaginou a morte, cantou e filmou a morte. Foi artista até o derradeiro segundo, fez da morte, arte. Seu último videoclipe, “Lazarus”, lançado três dias antes da despedida definitiva, é muito perturbador.

16 comentários

  1. RecrutaZero disse:

    Como já cantava Nelson Ned: “Tudo passa, tudo passará….” E segue a vida. Aqueles que dizem que o mundo está ficando uma bosta, repensem. Hoje vivemos mais. Não temos escravidão. Transamos mais. Bebemos mais. Temos internet, whatsapp. A vida é maravilhosa.

  2. Giovani Blumenau SC disse:

    Bowie era Genial, extraterestre mas também era humano, ponto
    Um dia antes de sua morte, por admirar o artista assisti um documentário no canal BIS da SKY filme-concerto “David Bowie -16/09/2015 – 12:02
    David Bowie: Five Years In The Making Of An Icon onde descobri sem sensacionalismo barato, além do genial artista o homem que literalmente deixou seus colegas do início da carreira a ver navios. Mick Ronson, guitarra, falecido, Trevor Bolder, baixo, faleceu em maio de 2013, aos 62 anos, depois de enfrentar um câncer pancreático sobrando apenas Mick Woodmansey, bateria enfrentaram extremas dificuldades financeiras quando foram excluídos do projeto encabeçado pela mudança de planos abrupta de David.
    O documentário não esconde o talento e genialidade do artista, mas como todos os seres humanos Bowie tinha suas limitações e defeitos. Muito tocante

  3. Rodrigo Pacheco disse:

    Uma pena o mundo e a arte perderem um artista tão completo e avassalador como D. Bowie. Esteve presente em várias fases da arte e mudou para sempre os rumos da arte pop.
    Que ele seja lembrado para a posteridade como um grande artista.

  4. joel lima disse:

    Bowie, além de músico genial, era também um letrista genial. Considero a letra de Heroes (assim como a música) uma das mais bonitas do século XX. Ela consegue a proeza de falar ao mesmo tempo sobre o amor ( sem mencionar uma única vez a palavra love ) e sobre politica sem ser panfletária ao usar como cenário do encontro dos amantes o então muro de Berlin. O drama coletivo e o individual brilhantemente fundidos. E, pra finalizar com chave de ouro, Heroes tem como refrão uma das frases que mais tocam fundo qualquer um que a ouça= We can be heroes just for one day. Que ser humano nunca sonhou em ser, pelo menos por um dia, um herói? Se Bowie tivesse só composto essa música, já mereceria não cair no esquecimento. Graças aos deuses, ele fez muitas e muitas outras maravilhas
    ( changes, space oddity , life on mars, Lazarus, Fame, Right e assim vai ).
    Sim, é triste quando um artista desse quilate nos deixa. Mas aí cabe a nós – os que foram tocados por sua arte – preservar e passar para os que estão por aqui e os que virão lá no futuro o que esse artista nos deixou.
    Uma vez vi uma entrevista do Antunes Filho em que ele disse que há dois tipos de artistas: o artista comum, que cria aquilo que ele já sabe que o público gosta; e o artista eterno, que cria aquilo que ele sabe que o público VAI gostar.

  5. Galba Cunha disse:

    Um gênio que se foi.Esse mundo tá ficando uma bosta mesmo!

  6. Ed disse:

    Esse viveu intensamente e foi fiel a sua arte. Até, inclusive, na hora da morte.

  7. Rafael Alves disse:

    O clipe de Blackstar também é um assombro!

  8. Fiquei muito abalado quando vi esse vídeo.

    Genialidade pura, surpreendente.

    David Bowie conseguiu atingir o que queria e a Terra ficou pequena demais para o tamanho dele.

  9. Ulisses disse:

    Multi tudo!
    Quem já testemunhou e vivenciou essa experiência da iminência da morte, valoriza ainda mais essa obra de arte!
    Impressionante!
    As pessoas morrem, mas o legado fica!

  10. JT disse:

    Já estão dizendo que David Bowie inovou até na hora de morrer, lançando um disco “pré-póstumo”. Mas o George Harrison também deixou um lindo álbum antes de morrer, chamado “Brainwashed” – todo ele poético e resiliente.

    Em comum, as duas estrelas tangenciaram um aspecto de religiosidade em seus trabalhos derradeiros, que o secularismo anda combatendo sem descanso.

    “Lazarus” não é a única referência de Bowie à história de Cristo – que o trouxe o personagem bíblico de volta à vida depois de seu sepultamento. Seu último disco foi lançado numa quinta-feira, quando Jesus foi capturado pelos romanos. Bowie fez aniversário na sexta-feira, quando Jesus foi crucificado. Bowie morreu no domingo, quando Jesus ressuscitou.

    Não dá para saber até que ponto isto foi planejado, pois as coincidências são claras, mas o certo é que Bowie deixou seu último trabalho concluído bem antes de perecer.

    Ele merece todo nosso respeito. Muitas pessoas, quando desenganadas pelos médicos, se entregam de vez ou abandonam tudo para desfrutar dos últimos momentos. Bowie trabalhou neste período, misturando sua vida com uma obra de arte. Perturbadora, sim, mas também encantadora.

    • Paulo disse:

      Brainwashed é lindo… mas a “despedida” do Harrison foi mais gradual, ele foi acostumando todos com a sua partida.

      O Bowie parece que queria partir no dia do aniversario.. fez tudo de maneira abrupta., lançou disco/video/faleceu..

  11. Acarloz disse:

    Esse mundo tá ficando uma merda.

  12. Alberto disse:

    Não há como alguém substituir caras assim, fazer um trabalho que seja do mesmo nível do dele. Mas, muito além disso, não há sequer a possibilidade de chegarem perto. Não existem mais pessoas como os artistas que começamos a gostar logo na adolescência. Os grandes estão chegando ao seu fim. Não haverá outro BB King, outro Richard Wright, outro David Bowie, outro Lemmy, outro Demis Roussos, outro Percy Weiss… mas pior é que não terá ninguém a altura…

  13. Mas além de perturbador, É BONITO PRA CACETE. O cara foi foda até o finalzinho.

  14. Alessandro Silva disse:

    Sempre teatral e genial. Vai fazer falta.

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