MENU

quinta-feira, 24 de março de 2016 - 19:17F-1

25 ANOS

SÃO PAULO (e nós aqui, firmes) – Hoje fez 25 anos da primeira vitória de Ayrton Senna no Brasil. O GRANDE PREMIUM fez um trabalho maravilhoso hoje para relembrar a conquista. A página foi diagramada como se fosse um jornal impresso dos anos 90. Ao longo do dia, nosso Twitter “transmitiu” a corrida em tempo real com a hashtag #Senna91NoGP. Entrem lá para ver que legal ficou.

A mim coube rabiscar algumas linhas, que estão aqui.

Agora, contem o que vocês lembram.

25 comentários

  1. Paulo Fonseca disse:

    Prezado F&G :Com todo respeito não sou fã do Senna, não me recordo de outro Piloto de F-1, ter conquistado uma vitória em condições similares.Sim nesta prova especificamente,o um pouco do talento de Senna, foi a condição para sua vitória.Pilotos Brasileiros; Emmo, Pace,Piquet, Senna e Massa, outros apenas tentaram correr em interlagos,muitos choraram com areia nos olhos…………

  2. Eduardo Britto disse:

    Senna ainda morava na av. Nova Cantareira, no Tremembé. Eu morava bem pertinho. Foi uma festa no portão da casa dele.

  3. John Player disse:

    “Especial de Páscoa!
    Cenas desse “milagre” do “messas brasileiro” estão incluídas na sequência do filme/novela “Os Dez Mandamentos”, não percam!
    Breve, no cinema mais próximo!”

  4. E a matéria está sensacional. O Grande Premium é indispensável! Assinarei o plano Vale, claro, ainda hoje.

  5. Essa corrida foi realmente marcante. Minha família estava toda em casa. Tios e primos inclusive, e é sensível como o interesse pela Fórmula 1 atingia até os menos íntimos do esporte.

    Foi a primeira e penúltima vez que torci por Ayrton Senna, o que percebi de repente – ué, estou torcendo pelo Senna? – pois nessa época torcia pelo Nelson Piquet.

    Foi algo contagiante, ainda mais para um moleque tarado por automobilismo.

  6. Alfredinho disse:

    Essa conquista estava sendo aguardada pelo piloto e pela torcida desde os tempos da Lotus. Algo tão esperado, tão fermentado, só poderia acontecer do modo como aconteceu. Numa explosão de euforia e entusiasmo indescritível.

  7. Eltontoptec disse:

    Nesse dia eu estava no clube Náutico de Araraquara, com 14 anos de idade disputando a final do torneio de truco que teria como prêmio seis caixas de cerveja de lata (mais tarde meu pai teria que retirar o prêmio na secretaria do clube porque eu e meu parceiro de cartas eramos pivetes). Lembro perfeitamente que vencemos o torneio com um rei (verdade), e que nessa hora todos que estavam no clube se amontoavam na frente da tv do restaurante para assistir e torcer pela primeira vitória do piloto em sua casa, faltando umas quinze voltas. Lembro também que, embora fosse “devoto fervoroso” do piloto, achava que algo iria acontecer e que não seria ainda dessa vez, em virtude de alguma materia de tv que havia listado todos os infortúnios dos anos anteriores que impediram o piloto de vencer essa etapa específica. Disse em voz alta e clara que algo iria acontecer e que ele não chegaria em primeiro. Bastou para me chamarem de língua preta, boca de praga e cabeça de burro podre…. …foi divertido, e olha que acabou dando certo, e o cara foi lá e venceu, com drama e tudo o mais, para delírio dos bêbados presentes no restaurante do clube. Realmente, inesquecível.

  8. Dav disse:

    Muito legal a matéria.Parabéns a toda equipe e a ideia de deixar com o visual de jornal dos anos 90 foi excelente! além de uma transmissão virtual da corrida 25 anos depois (-:

  9. guilherme disse:

    Essa corrida de 91 é daquelas que sempre ficarão na memória, embora os detalhes escapem. Patrese em segundo? Eu jurava que era o Mansell, mas, lendo o relato, bateu aquele flashback momentâneo. Acho até normal que detalhes se percam face à dramaticidade das últimas voltas, a expectativa do que ia acontecer, o carro vai quebrar de vez?, as Williams encostando perigosamente, o Galvão berrando como mais só se veria no tetra.

    O lance das marchas é inconcebível hoje. Assim que o câmbio começasse a pipocar, o rádio mandaria o piloto entrar nos boxes ou encostar imediatamente, tanto por risco de explodir a merda toda quanto porque a parafernália eletrônica provavelmente nem dá conta de rodar com marcha faltando. O carro ia travar com uma tela azul e precisar de um control alt del pra voltar a andar. O mundo analógico era mais favorável a atos extraordinários, penso.

    Outro flashback ao ler o relato foi em relação a 88. Na epoca, eu já assistia às corridas, mas não tinha muito conhecimento de causa e nem dava tanta importância. Quando deu a cagada na largada, lembro de ter ficado chateado e querer ir fazer outra coisa — provavelmente brincar na rua, que era o que a gente fazia — e meu pai insistiu que não. “Eu conheço esse cara, ele é foda, vai passar todo mundo e ganhar ainda.” Ele não deve ter falado “foda”, que na época era palavrão grave, mas foi isso. “Meu pai sabe das coisas, vai dar certo”, pensei. Não deu, e eu comecei a descobrir ali que ele não sabia tanto assim das coisas.

    E essa coisa de que Deus ajudou a ganhar, discurso tão comum entre esportistas, que grande balela. Então quer dizer que Deus gosta mais de você e menos dos seus adversários? E então nenhum ateu é campeão? Se fosse Deus quem ganhasse qualquer coisa, nem precisava ter corrida: era só colocar todo mundo ajoelhado no grid e mandar pro pódio os três que rezassem com mais fervor.

  10. Jean Paul Jones disse:

    Eu tinha 7 anos. Vi a corrida com meu pai, numa TV daquelas Sharp, procurei o número do modelo dela, mas não achei, mas era aquelas você apertava o botão do canal, meu irmão tinha a mania besta de apertar dois ou três botões ao mesmo tempo, ficava um barulho terrível e a imagem distorcida, ela tinha tipo uma portinha acima do cromado auto-falante que, quando a imagem estava ruim você abria e girava os botõezinhos, potenciômetro seria o nome correto, eu acho, o só a Globo e a Band pegavam bem, os outros canais tinha que ficar mexendo toda hora… Só lembro que falavam do tal ‘desgaste físico’, no alto dos meus 7 anos eu achava que isso era doença, tentei isso pra não ir pra escola no outro dia, mas não colou muito bem… Só lembro disso.

  11. Sennista disse:

    Não há há palavras para descrever o mito (como diria L. do Valle).
    O maior de todos os tempos, o inigualável. Interlagos/91 foi apenas uma amostra do que ele sabia. Seria campeão de Indy, Le Mans, F-E e o que mais aparecesse. Mito. Certo, Flávio?

  12. Fontana disse:

    Muito bom o texto do FG, e está mais do que comprovado que Senna era um grande piloto, essa vitória foi emblemática…. Brasil !

  13. André disse:

    Parabéns pelo jornalismo e profissionalismo do Grande Prêmio, esses extras que só vocês proporcionam são de tirar o chapéu.

  14. Paulo Berger disse:

    Eu acompanhei toda a carreira do maestro das pistas e ví proezas que só ele era capaz de fazer. O GP Brasil de 91 foi mais uma delas. Nesse dia, ele mostrou que a capacidade que tinha de não aceitar a derrota o levava sempre um passo a frente. Eu já revi essa corrida inúmeras vezes e toda vez que ele finalmente cruza a linha na 71ª passagem e explode naquela emoção indescritível, realmente toca fundo qualquer coração sensível. Ele era realmente especial. Existem videos de muitas outras provas em que ele dá seu show ao longo da curta carreira, onde muitas vezes ele não venceu, mas a marca dele está lá, podem ver! Experimentem Imola/85, Austrália/85, Espanha/87, Canadá/89, Japão/89, Alemanha/92, Canadá/93 e Inglaterra/93 entre outras. A vitória dele na Hungria/91 é emblemática… Vejam como ele foi capaz de segurar as duas Willians atras dele a prova inteira e o que o Mansell fez com o Berger na mesma corrida. Ali ficou claro o gigante que existia dentro do cockpit.
    Grande abraço Flávio

    • Segafredo disse:

      Realmente se for para enumerar as corridas geniais dele precisaríamos de um livro….aliás, porque ainda não publicaram um com o seguinte título: ” as 41 vitórias do gênio”…….venderia muito!!

      O gp de Brands Hatch em 1984 assombrou o munda da F1… pois todos viram ,depois de mônaco, que era genial não somente no molhado!!

      • Clayton Araujo disse:

        Antes disso, de estrear na Fórmula 1, ele já assombrou o mundo da da categoria. No seu primeiro teste com um carro de fórmula 1 pela Williams em Donington Park com apenas 35 voltas deixou o próprio Frank Williams boquiaberto. Por pouco não assinaram contrato para correr em 84, se fizesse isso, colocaria Keke Rosberg e Jacques Laffite que eram experientes na categoria no chinelo fácil fácil.. E olhe que a Williams de 84 era meia boca.

  15. Paulo Pinto disse:

    Sennafredo & viúvas chorando pitangas.

    • Clayton Araujo disse:

      Toma um comprimido de cotuvelol, de repente diminui um pouco essa dor!

    • Clayton Araujo disse:

      E não haverá outro igual, porque o passado não volta não tem jeito. Aqueles carros com câmbio manual, desequilibrados sem computador de bordo e toda eletrônica embarcada de hoje que andava naquela época não vão voltar mais, aí vamos assistir um desfile de marcas e mauricinhos que correm do ano 2000 pra cá. Fazer o quê? Né? Uma pena. Sem asa móvel, ningém faz uma ultrapassagem na Hungria por exemplo. K..K..K.

      • Paulo Pinto disse:

        Só haverá outro igual, quando alguém chegar a sete títulos (Vettel/Hamilton/um dentre os novos?).

        Ah, sim! Os sete títulos foram conquistados sem asa móvel.

  16. André disse:

    Nossa que matéria deliciosa de ler! Infelizmente eu não me lembro dessa corrida, pois tb tinha uns 6 anos de idade, só me lembro mesmo a de 93, mas logicamente que já vi e revi várias vezes a cena no youtube. Que época! Espero que um dia possa voltar a ter algo parecido.

    FLÁVIO só queria chamar atenção e mandar uma dica de um canal no youtube chamado FormulaOn(e)board, que acaba de sair FRESQUINHO o vídeo do GP da Austrália, tudo mostrado pela câmera onboard de vários pilotos. Sensacional!

    Valeu!

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>