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quarta-feira, 27 de abril de 2016 - 18:24Automobilismo internacional, Cinema

SENNA X BRUNDLE

SÃO PAULO (vamos comprar) – Esta é uma história que merece ser contada e revisitada. A épica temporada de F-3 na Inglaterra em 1983. A grande batalha entre Martin Brundle e Ayrton Senna pelo título da mais prestigiosa categoria de base do mundo, na época.

E virou filme. Mario Muth, um fotógrafo e produtor de vídeos, decidiu fazê-lo depois de conversar com Asif Kapadia, que dirigiu o filme sobre a vida de Senna que foi aos cinemas algum tempo atrás. Muitas imagens dos tempos pré-Fórmula 1 de Ayrton acabaram não sendo usadas. Ele resgatou o que pôde e foi a campo para entrevistar 14 pessoas que, de alguma forma, estiveram envolvidos com aquele campeonato.

Não assisti ainda, mas recomendo. Porque, como disse, é uma história que merece ser contada e revisitada. Brundle, hoje comentarista da Sky na Inglaterra, virou um cara meio amargo por ter perdido o título e nunca ter se firmado na F-1 depois daquilo. Ele se considera um dos únicos na história capazes de bater Senna, porque o fez várias vezes, e acha que nunca teve as chances que merecia na categoria mais importante do automobilismo mundial. A derrota em 1983, atribui à agressividade do brasileiro na disputa, algo que não engole até hoje.

Para ver o filme, é preciso pagar um troquinho. Está na plataforma “on demand” do Vimeo. Abaixo, o trailer.

30 comentários

  1. AS disse:

    O guard-rail da Tamburello fez nascer o Senna paz e amor… mas a história é recontada a cada momento. Ops… melhor nao mexer com as viúvas… dão xiliques.

    • MS disse:

      E uma pedra numa pista de esqui, matou um dos 10 maiores de todos os tempos. Na ordem: Senna, Emerson, Piquet, Fangio, Vettel , Hamilton, Prost, Gilles, Schumacher, Button.

      Vai dar xilique agora ?

  2. Felipe Fugazi disse:

    Brundle andou lado a lado com o Senna na F-3.
    Sabe o que isso prova?
    Que ele era um ótimo piloto de F-3, só isso.
    Quando chegou a F-1 onde as coisas são um pouco mais complexas ele ficou pelo caminho.
    Mas nada de inédito.
    Só a titulo de comparação..o Paul di Resta venceu o Vettel na F-3 mas alguém vai dizer que ele é tão bom quanto o Vettel?

  3. Jose Brabham disse:

    Brundle “deu testa” a Senna em 1983 de uma forma que eu achava que ele ia dar trabalho na F1 também. Mas, como se diz por aqui, “deu xabu”, e nunca fez nada de notável na Principal Categoria

  4. John Player disse:

    Esse era o “jeito Senna” de fazer uma ultrapassagem, de buscar uma vitória, de buscar um título e “tirar do caminho” um rival.. Suzuka com Prost foi uma “bobeirinha”.
    Por pouco não leva a cabeça do “rival”.
    Tem gente que acha bonito. Eu não.
    Cada um tem o ídolo que merece, ou que se identifica.
    Deleitem-se.

    https://www.youtube.com/watch?v=Jl1xa8FdViE

  5. James Morris disse:

    Todo mundo poderia bater o Senna, todo mundo era tao veloz como o Senna, mas quem dominava as classificacoes era ele. Se os outros eram tao bons assim, porque nao largavam na frente do Senna? Me parece ressentimento de perdedor. na minha singela opniao: Senna genio da velocidade, Piquet genio da mecanica e otimo piloto, Fitipaldi genio da coragem e pioneiro.

  6. Savi Agulham disse:

    As décadas passam e fica o mimimi.

  7. Juliano C. disse:

    Bem, o Brundle chegou à F1 no mesmo ano do Senna, 1984. Conseguiu um contrato com a Tyrrell, enquanto o Senna foi de Toleman. Qual foi a desvantagem, olhando no papel?
    Brundle, como bom piloto que era, ficou mais de 10 anos na F-1. Mas não era nenhum fenômeno. Se fosse, jamais um piloto inglês e “fodão” seria preterido durante 10 anos!

    Ele disputou pau a pau a F3 com o Senna. Evidentemente, tem muito orgulho disso – basta ver a foto do perfil dele no twitter. Mas na F-1, o negócio é diferente. Só lembrar de um outro suposto “fenômeno” brasileiro (pós-Senna) das categorias de base que, quando chegava à F-1, era derrotado vergonhosamente por seu companheiro de equipe.

    • Cristian Dorneles disse:

      O Barrichello nunca foi derrotado por companheiro de equipe, Dominou os companheiros na Jordan em 1993 (foram vários este ano), 1994, perdeu em 1995, ganhou em 1996, 1997, 1998, 1999….. Mas perdeu pro ”gênio” 2000 até 2005, Button em 2006, 2007, 2009, e os Na Williams também, dominou todos.

  8. Araujo disse:

    Na foto do perfil do Twitter do Martin Brundle estão ele e Senna. Bonita deferência.

  9. Flavio Bragatto disse:

    Brundle era um chorão. Precisa saber perder.
    Era um puta piloto, mas não era nenhum gênio.
    Se fosse um gênio, teria dado um show, como Vettel com a Toro Rosso em Monza na chuva, ou como Barrichello em Donnington. Não era gênio.
    Senna também começou por baixo e mostrou serviço no que era possível e se deu bem. Brundle nem tanto.

  10. rogeV disse:

    Concordo…. vou por esta linha de tesão por correr, mas sem querer correr riscos desnecessários! O implacável dominador! ‘macho Alfa’, para que? Se tem macho Porsche? (Da pra ir ao supermercado, fazer um rallye, umas voltas rápidas em autódromo…. quem sabe uma prova), sem machucar os para-lamas…. A diversão de pilotar é maior que títulos.. para muitos! Brundle pilotava muito sim… mas tinha como adversário um obstinado e maluco… fazer o que?

  11. Adriano Santi disse:

    O Brundle foi ótimo piloto, mas nunca deu muita sorte na carreira. Pulou de equipe em equipe e nunca se firmou. Fez muita coisa boa com uma Brabham meia-boca e uma Ligier idem. Quando teve um carro melhor, calhou de ter um tal Schumacher como companheiro. Era talentoso, mas não acho que chegaria ao nível de Senna, Prost ou Piquet.

  12. Saima disse:

    E é esse espírito que faz vencer corridas e campeonatos, mas, talvez até mais, negociar bons contratos e ter as melhores chances.

  13. Saima disse:

    Tenho uma teoria: o Brundle foi um piloto que poderia ter sido muito mais do que foi. Ele fica junto com o Boutsen, o Patrese, o Warwick, o Berger, o Alboreto e, pra mim, o De Angelis. Uma categoria de pilotos muito bons e velozes, que na pista poderiam correr de igual pra igual contra Piquet, Mansell, Prost e Senna se tivessem um carro à altura. Mas não basta ter o talento e ser veloz e constante. É preciso ter um espírito de matador. Ser uma espécie de macho alfa. Tratar os outros não como adversários cordiais, mas como inimigos. O próprio Berger fala disso num livro dele e credita a isso (esse espírito que ele não tinha) o fato de ter sido superado pelo Senna, porque na velocidade pura ele não era pior.

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