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quinta-feira, 5 de maio de 2016 - 17:30F-1

PEGOU PESADO

sifudecanudinho

SÃO PAULO (não se faz) – Foi às 5h, segundo mensagem do Renan do Couto por WhatsApp, que a Red Bull pingou o comunicado avisando que a partir do GP da Espanha Daniil Kvyat será rebaixado para a Toro Rosso, com acesso de Max Verstappen para a Red Bull — e é rebaixamento mesmo, porque embora muita gente, inclusive na matriz, achasse que os tororrôssicos andariam melhor que os rubro-taurinos em 2016, por conta de motor, não é o que está acontecendo.

Acho que os caras pegaram pesado demais. Que Verstappinho é o futuro do time, isso já se sabe desde o ano passado. Mas uma temporada a mais em Faenza não iria lhe fazer mal. Kvyat está longe de ser um gênio. Mas acaba de vir de um pódio bem convincente na China. E no ano passado, terminou o Mundial em sétimo, à frente do badalado e sorridente Ricciardo — 95 pontos contra 92 do australiano.

Mais: o soviético, que estreou em 2014 pela própria Toro Rosso, pontou em 14 das 19 etapas de 2015 e ainda beliscou um segundo lugar, na Hungria. Não dá para reclamar do moleque.

Portanto, pegaram pesado.

Mas…

Sempre há um mas, e é nisso que a Red Bull se apoia para enfrentar uma previsível saraivada de críticas.

A justificativa de que ele tem sido “inconsistente” não é das melhores, já que os números de 2015 mostram exatamente o contrário. É um cara que pontua, quando dá. E briga em condições de igualdade com o companheiro de equipe.

Neste ano, nem largou na Austrália — culpa do time. Depois, fez um sétimo, um terceiro e, aí sim, foi mal na Rússia por conta das bobagens do início da prova.

O que pode ser aceito como desculpa pertinente, e aí vem o “mas”, é o que a Red Bull alegou hoje: quer tirar a pressão das costas dele, por conta da esculhambação de que foi vítima após as batidas em Vettel, e, aproveitando o ensejo, jogar água na fervura entre Verstappinho e Sainz Jr. Os dois vêm se estranhando desde o ano passado.

Nada disso, no entanto, apaga a imagem de moedor de carne da Red Bull. É só lembrar o que fizeram com Alguersuari em 2011, que até abandonou carreira. E esse é apenas um exemplo. No GRANDE PREMIUM, Renan do Couto lembra outros casos — como os de Buemi, Vergne, Bourdais…

Muita gente criticou o castigo a Kvyat, como Jenson Button. O inglês, pelo Twitter, usou a hashtag #Shortmemories, questionando: “E o pódio da China?”

Pois é, e o pódio da China?

No jeito Red Bull — leia-se Helmut Marko — de ver a vida, um pódio não é para sempre. Na real, dura muito pouco.

155 comentários

  1. Paulo Pinto disse:

    Kvyat deu muita sorte de não ficar desempregado. A companhia dos energéticos é a única que possui duas equipes na F-1. Em qualquer outra equipe ele estaria fora.

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