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quarta-feira, 22 de junho de 2016 - 11:57F-1

DETROIT, 30

SÃO PAULO (compensou) – Foi num 22 de junho, em 1986, que Senna catou a bandeira do Brasil pela primeira vez de um transeunte para comemorar uma vitória. Lá se vão 30 anos. O GP dos EUA, em Detroit, aconteceu um dia depois da eliminação do Brasil pela França, nos pênaltis, na Copa do México. Ayrton corria pela Lotus e usava motores Renault. O time tinha uma penca de franceses, que passaram o sábado e parte do domingo zoando o piloto brasileiro. A bandeira, contaria depois, foi uma espécie de desagravo. Renan do Couto conta a história aqui.

Fazia muito tempo que eu não via essas imagens — no vídeo acima, depois dos 14 minutos. Na minha memória empoeirada, era um bandeirão com mastro de bambu do tamanho daquela que fica na Praça dos Três Poderes. Hoje noto que era uma bandeirinha mequetrefe e, me pareceu, meio desbotada. Talvez de plástico.

Não importa. O gesto entrou para a história particular de Senna, que passou a repeti-lo sempre que possível. Momento legal de sua carreira. E consta que os franceses da Renault não se irritaram nem um pouco. Afinal, venceram também.

22 comentários

  1. Antonio disse:

    Deu 1 volta em cima do quarto colocado e ficou 45 segundos na frente do segundo.

    O cara era muito acima dos outros

  2. Müller disse:

    Luiz Alfredo na narração.
    Pacheco como quase todos à época, mas muito menos arrogante que certos narradores oficiais da F-1, que num dia almoçaram com um, semana passada estiveram numa viagem com outro…

  3. Eduardo Martin disse:

    A corrida foi na mesma hora do jogo Argentina x Inglaterra, aquele que o Maradona fez o golaço driblando desde o meio de campo e o gol de mão.

  4. Thiago Azevedo disse:

    Como já disseram, os carros eram muito bonitos. E os capacetes eram mais marcantes.
    Foi uma pena o que houve nas copas de 82 e 86. Dois timaços. Acho que qualquer uma delas, especialmente a de 82, ganharia de qualquer outra seleção que o Brasil já tenha tido.
    Quem será que deu essa bandeira?

  5. valter disse:

    Com o novo regulamento para 2017, os carros voltarão a ter esse belo visual? Aerodinâmica clean. Sem tantos penduricalhos e aletas. A asa dianteira atual parece a escadaria da igreja da Penha.

  6. Pedro disse:

    Ué. Tema da vitória?

    Sempre achei que a primeira vez que ele foi tocado foi quando o Piquet foi tricampeão.

    Ou foi quando o Nelson foi campeão a primeira vez?

    Ou era algo que sempre tocava pro ganhador do GP Brasil?

    Tô confuso.

    • Cláudio F1 disse:

      O Tema da Vitória foi criado a pedido da Rede Globo ao maestro Eduardo Souto Neto para ser tocado em homenagem ao vencedor do GP do Brasil, independentemente da nacionalidade deste, sendo que ela foi tocada pela primeira vez em 1983 com a vitória de Nelson Piquet em Jacarepaguá. Em 1984, o Tema da Vitória foi executado para Alain Prost que venceu o GP Brasil daquele ano.

      Só em 1986 é que o tema passou a ser executado como uma homenagem pela vitória de um piloto brasileiro na F1, deixando de ser somente trilha sonora do vencedor do GP Brasil.

    • Luiz disse:

      Salvo algum engano,,o tema da vitória foi tocado pela primeira vez numa vitória do Prost.

    • J Fernando disse:

      Todas suas afirmativas estão corretas…
      Rsrs…
      Teve tema da vitória para Alain Prost, vencedor do GP do Brasil em 1984. Tocou para Senna, Piquet, Barrichello, Massa. A associação do tema às vitórias do Senna é forte, tanto que alguns torcedores reclamaram quando o tema foi tocado nas vitórias de Barrichello e Massa.

      • Paulo Pinto disse:

        O Tema da Vitória também tocou momentos após Hamilton ter cruzado a linha de chegada, quando do seu primeiro campeonato em Interlagos. Atrasaram a entrada do tema, que acabou coincidindo com a comemoração do inglês dentro do carro. O mico foi tão grande, que diminuíram o volume e retiraram o tema do ar.
        É claro que o tema foi em homenagem à vitória de Massa, mas a forma rocambolesca pela qual o título foi perdido, aliada à demora da música, frustrou qualquer festejo.

  7. Os carros eram muito bonitos. E a maneira como os capacetes ornavam com os carros, também.

  8. Jonny disse:

    Legal que o vídeo começa com Jonathan Palmer, pai do atual piloto Jolyon Palmer, que possívelmente será limado da F1.

  9. joel lima disse:

    Foi a primeira copa que me entendo por gente, a de 86. Passado um tempo, entendi que França e Brasil 86 foi o jogo certo na copa errada. Era pra ser o jogo da copa de 82, a final, das duas seleções mais técnicas daquela copa, com Zico, Platini, Falcão, Giresse, Socrátes, Tigana no auge de sua forma física. Foi uma pena não ter havido essa final em 82.
    Saudades de uma F1 em que havia coisas que nunca deveriam ter mudado = pontos só para os 6 primeiros, [ 9, 6, 4, 3, 2, 1 ]. 16 gps ao longo do ano, pelo menos uma três equipes com chances reais de vencerem gps. Pistas e países que eu nunca pensei que veria fora da f1 hoje. A única coisa daquela época que eu não curtia era o descarte de pontos (rs). Eu e meus amigos que curtiam F1 ficávamos tentando entender como funcionava(rs). Era mais difícil que entender o impedimento no futebol rs

  10. RENATO SOARES disse:

    Na verdade o Brasil foi eliminado no sábado 21/06, mas isso pouco importa.

  11. Ricardo Talarico disse:

    Não tem a ver com a razão do seu post, mas…
    A classificação final mostra que há muito tempo a Formula 1 não tem corridas equilibradas.
    Nós é que esquecemos e achamos que era emocionante, principalmente quando quem liderava isoladamente era um piloto brasileiro.
    O ronco dos motores turbo também era bem menos empolgante que dos motores aspirados.
    Na minha opinião, com o passar do tempo as pessoas ficaram mais críticas e exigentes, ou simplesmente mais chatas mesmo.
    Abraços.

    • JP disse:

      Esqueceu de mencionar que antigamente não tinha essa frescurada de botões de ajuste de setup, de reaproveitamento de energia eletronuclear, de atomização do eletrocircuito magnetizador, obrigatoriedade de se usar n pneus, de asa móvel, de não poder defender as posições mais de duas vezes….

    • moisesimoes disse:

      Concordo, Talarico. Respeitamos as opiniões de todos mas a exigência (inclusive a minha) aumentou demais. Moçada dizendo que não aconteceu nada em Baku… O mexicano lá conseguiu ser competitivo, a Ferrari do Kimi teve problema, houve quebra de record de velocidade, Hamilton não largou lá atrás e não tava em primeiro na volta 20, tampouco chegou no pódio. Tem câmera on board hehe. O líder deu uma volta somente no 12º posto ao 17º. É claro que com isso tudo ainda dá sono.
      Mas se garimpar ali e acolá vai achar coisas boas. Naõ dá pra se contentar com migalhas, mas dá pra achar algum motivo pra curtir cada temporada, mesmo em épocas dominantes na F1.

      PS: Temporada recheada de carros lindos essa de 1986. E tenho saudades do Luíz Alfredo. A voz dele combina muito com competição de carros! Abr

  12. Thiago Sabino disse:

    Nessa época eu tinha uns 10 anos…. comprava álbum de figurinha, desenhava esses carros na última folha do caderno, tinha pôsteres, tanto da Lotus, quanto da Williams no quarto, fazia corrida de tampinhas na rua…. enfim….. vivia a Formula 1.

    Meu pai construiu um carrinho de Formula 1, não tinha motor nem nada. Era só pra descidas mesmo… E em 86 ele era preto/dourado , em 87 foi amarelo/azul/branco , em 88 foi branco/vermelho e em 89 continuou com as mesmas cores, só que com o número 20……

    Sinceramente, coloco em dúvidas se alguma criança de 10 anos hoje em dia gosta de F1 como gostávamos nos anos 80…

    Bom, divagações infanto-oitentistas à parte, nessa época a Lotus bebia mais que tio chato, e quem tinha condição de consistência de vitórias, era a Williams. O Ayrton dizia várias vezes, que em várias corridas, o detotalizador indicava que ele não iria terminar a corrida….. e ele dava seu jeito…

    Diria que essa época começou o segundo período de ouro do Brasil na F-1….. e que foi até 94.

    Bons tempos, seja com o Ayrton, seja com o Nelson.

    Caguei pra esse fla-flu imbecilóide que muita gente fomenta até hoje.

    Boa lembrança.

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