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quinta-feira, 1 de setembro de 2016 - 9:06F-1

MASSA: FIM DE UMA ERA

massacomecosauber

SÃO PAULO (outra) – Felipe Massa anunciou agora há pouco na Itália sua aposentadoria. Ao final da temporada, ele pendura o capacete. Ao menos na Fórmula 1. O brasileiro não falou, até agora, sobre o que pensa para o futuro. Vejo possibilidades, se quiser continuar correndo. O WEC, por exemplo. Que é chique, bacana, tem carros maravilhosos e provas clássicas. Indy e Fórmula E? Conhecendo Felipe como acho que conheço, esquece. Stock Car? Pode ser, para brincar por alguns anos com os amigos que tem na categoria. Mas nada muito sério. Ao contrário de Barrichello, que sempre me deu a impressão de ser alguém atormentado pela necessidade de provar algo a alguém, Massa me parece alguém bem resolvido.

A decisão de parar, embora não tenha falado com ele e faça esta análise a enorme distância, foi serena e sem traumas. Não se escreveu uma novela. Será que neste ano para? Será que continua? Vai renovar? Alguma equipe vai se interessar? De novo, é preciso fazer a comparação com Barrichello. Lembram como ele se agarrava a qualquer possibilidade para continuar?

Rubens entra no pacote desta conversa porque foi o último brasileiro a se aposentar da F-1, e de certa forma tem uma trajetória parecida com a de Felipe. Ambos são filhotes do automobilismo de base do Brasil, ambos passaram pela Ferrari, ambos tiveram chances de conquistar ao menos um título, ambos correram com Schumacher, ambos venceram corridas e foram, durante a maior parte de suas carreiras, centro das atrações para o fã ocasional da F-1 no país — aquele que só vê esporte na TV quando tem brasileiro ganhando alguma coisa.

Por se colocarem nessa posição — ou por terem sido colocados, talvez seja mais justo dizer –, Rubinho e Felipe foram submetidos por anos ao escrutínio da massa ignara, que ampliou sua voz e seu histrionismo a partir do momento em que um nerd qualquer inventou a janela de “comentários” em sites de notícias e, depois, nos blogs, fóruns, feicebúquis, tuíteres e instagrãs da vida internética.

E é por isso que me sinto na obrigação de defender os dois sempre que posso. Hoje Massa é o tema, é ele quem está se aposentando. Rubens já mereceu deste escriba palavras doces e encorajadoras — embora ele não fale comigo há dez anos, porque acha que fui eu quem levou uma tartaruga de plástico a uma entrevista coletiva de Schumacher; não vou dizer que seja algo que me faz perder o sono.

Massa estreou na F-1 em 2002, pescado por Ricardo Tedeschi na F-3000 Europeia — um espécie de “Série B” da F-3000 Internacional, que fazia as preliminares da F-1. O empresário, que também fora responsável por encaixar Barrichello na Europa, já o conhecia da F-Chevrolet. Felipe conquistou o título brasileiro da categoria em 1999, e é por isso que falo em fim de uma era no título. Refiro-me a uma época em que pilotos eram formados aqui no nosso puxadinho, em campeonatos como os da F-Ford, F-Chevrolet, F-Renault — esta, a última a dar algum fruto para o automobilismo de ponta, Lucas di Grassi.

Massa é, portanto, o último representante legítimo, na F-1, de uma escola brasileira de formação de pilotos. Nasr, embora tenha corrido de F-3 por aqui, não percorreu o mesmo caminho, até porque ele já não existia. O mesmo pode ser dito de Nelsinho Piquet e Bruno Senna, que chegaram lá por outras vias — sobrenome, apoio do pai, “escola particular”, e não pública, se é que me entendem.

E ele sai por cima. Claro que na redes sociais, que congregam tudo que mencionei acima (blogs, fóruns, feicebúquis, tuíteres e instagrãs), já começaram a xingar o rapaz. “Ganhou o quê?”, escreveu um. “Já vai tarde”, outro. “Envergonha o país”, mais um. E por aí.

Felipe não liga para essas merdas. Ainda bem. Mas eu, por força da profissão, sou obrigado a me deparar com esse festival de boçalidades sobre tudo, inclusive F-1, diariamente. Pois.

De 2002 até domingo passado, período de atividade de Massa na F-1, apenas 20 pilotos venceram GPs na categoria. Felipe foi um deles, com 11 vitórias. Apenas sete, nesse período, ganharam mais do que ele: Hamilton (49), Vettel (42), Schumacher (38), Alonso (32), Raikkonen e Rosberg (20) e Button (15). E só seis, desde 2002, foram campeões: Schumacher (2002, 2003 e 2004), Alonso (2005 e 2006), Kimi (2007), Hamilton (2008, 2015 e 2015), Button (2009) e Vettel (de 2010 a 2013). Estamos falando de 15 anos. E, no caso de Massa, é preciso dar o desconto de dois intervalos. Em 2003, ele não correu e ficou trabalhando apenas como piloto de testes da Ferrari. E, em 2009, perdeu meia temporada depois do acidente que sofreu na Hungria.

Como dizer que um piloto que fez tudo isso “já vai tarde”? Que história é essa? Que idiotice mais será vomitada nas redes sociais sobre um profissional trabalhador, dedicado, honesto, talentoso?

Felipe teve sua chance de ganhar um Mundial, em 2008. Não conseguiu. Outros que tiveram oportunidades quase únicas, como Button, Villeneuve e Hill, lograram sucesso. Nenhum deles entrará em nenhuma lista dos dez mais de todos os tempos porque a F-1 gerou, sim, grandes campeões que se destacam pelos números e conquistas. Mas ignorar o que outros tantos fizeram é uma estupidez.

Tomara que Felipe tenha uma aposentadoria divertida. Que saia sorrindo, como entrou. E quanto ao futuro do Brasil na F-1, deixo para um próximo post.

255 comentários

  1. Franco Fernandes disse:

    Para quem viu Emerson, Pace, Piquet e Senna sabe muito bem que Massa nunca convenceu como piloto.
    Ele ficou a anos luz do Rubinho, pra dizer o mínimo

    • Dennys disse:

      Acho que você terá dificuldades em encontrar argumentos para defender que Massa ficou a “anos luz de Barrichello”. Os dois tiveram o mesmo número de vitórias, praticamente o mesmo número de poles e Barrichello correu muito mais corridas, desempenho parecido no geral. Eu particularmente prefiro o Massa, mais arrojado, mais bem resolvido fora das pistas como ressaltou o Flávio em seu texto e o único a disputar (de verdade) um título quando teve chance. Rubinho levou um banho do Button em 2009 e saiu, como sempre, reclamando. O Massa só não foi campeão por algumas infelicidades como a triste quebra nas últimas voltas na Hungria em 2008, quando liderava com grande folga. Tem que ser muito criativo pra ver enormes diferenças entre Massa e Rubinho. No geral, ambos representaram bem o Brasil com desempenhos parecidos.

  2. Pedro Accioli disse:

    Felipe Massa infelizmente não demonstrou ser mais o mesmo depois do acidente na Hungria em 2009! O Nelson Piquet pai defende fervorosamente isso, pois também não conseguiu mais ser o mesmo após o acidente na Tamburello em 1987! Não devemos crucificar o Felipe por causa de seu mau desempenho, pois antes do acidente ele pilotava com sangue nos olhos e quase conquistou o título em 2008!

  3. Alexandre K disse:

    A história do Felipe é daquelas que dá gosto acompanhar.
    Conquistou seu espaço com seu próprio esforço. Teve o privilégio de chegar à Fórmula 1, fazer dela seu dia a dia, e de pilotar muito tempo por sua maior equipe. Aparentemente é adorado por lá, e ainda é amigo do maior piloto de F1 da história.
    Ficou rico e, pelos relatos de vários que o acompanham mais de perto, manteve-se um cara simples e gente fina. Pôde (tem acento?) conhecer pessoas e locais inimagináveis para nós, pobres mortais.
    Poucos se recuperariam da derrota de 2008 – já em 2009 estava pilotando muito, acima do limite do carro, que era uma carroça. Em 2010, depois da Alemanha, creio que a imensa maioria daqueles que o criticaram teriam sucumbido e não teriam mais levantado. Falar é fácil, dos outros, mais ainda.
    Pode não ter sido um cara excepcional para os padrões de “hiper-excelência” exigidos pelas viúvas de Senna ou de Piquet, mas conseguiu se manter no topo da categoria por muitos anos – se houvesse um ranking como o da ATP, teria ocupado com regularidade o top 10, e em alguns momentos, em minha opinião até o top 3.
    Parabéns ao Felipe pela bela carreira, e pelo exemplo de caráter.

    • Paulo Pinto disse:

      “e ainda é amigo do maior piloto de F1 da história.”
      Todos sabemos que os dois foram companheiros de equipe na Ferrari e tiveram um bom relacionamento, mas essa amizade está no limbo desde o acidente de esqui do heptacampeão.

  4. Ronaldo Santos disse:

    Ainda bem que estamos livres deste enrolador, que já até definiu a sua categoria de 2017, vai guiar “UBER”

    • Dennys disse:

      Você certamente é uma daquelas viúvas de Senna e Piquet, buscando freneticamente por um ídolo que lhe faça feliz, disso não tenho dúvida. Caso goste e entenda de Fórmula 1, saberá valorizar a ótima carreira que teve Felipe Massa.

  5. valter disse:

    Felipe Nasr na Willians no lugar de Massa. Entendi agora a visita do Nars ao presidente Temer. A Petrobrás é patrocinadora da Willians. Nars já sabia da decisão de Massa.

  6. Paulo Pinto disse:

    Esse olhar de caçador, infelizmente, ficou no passado.

    • Gustavo Rondon Nantes disse:

      Verdade Paulo! Aquele olhar de caçador, a atitude na pista, a agressividade….tudo isso parece que ficou ali entre 2009 e 2010… não sei se foi o acidente, a perda do título, o crashgate ou o famoso “Fernando is faster than you”. Sei que Felipe nunca mais foi o mesmo.

      • Dennys disse:

        Massa ainda chegou a liderar o campeonato de 2010, mas não o vi agressivo e consistente após o terrível acidente de 2009. Nas corridas que antecederam o acidente Massa guiou de forma muito consistente um carro que não era nada bom. Depois, infelizmente, desceu a ladeira.

  7. Fontana disse:

    Combateu o bom combate e seguiu a sua carreira,

    Parabéns Felipe Massa!

  8. Não é surpresa nenhuma, afinal as portas se fecharam só restando a ele cair fora. Engraçado ele falar agora que cumpriu ordens da Ferrari pra fazer o Alonso campeão, isso todo mundo já estava cansado de saber. Ele segue a escrita de ser o quinto piloto brasileiro em se aposentar da F-1 na Williams, é a Williams aposentando pilotos brasileiros. Vem pra cá Massacrado duelar com o Rubinho Chorão Barrichello na Stock Car Brasil que vai dar mais manchetes!

  9. Eddie disse:

    Criticar sem ofender moralmente não há nada de ignorante. Nao tenho nada contra o Barrica e o Massa mas eles simplesmente jogaram na lama o bom conceito que o Brasil tinha na F1 ….. nao por nunca terem sido campeoes ….. mas por terem cedido de forma humilhante posiçao para seus companheiros. Isso Mark Webber nunca fez mesmo no ultimo ano da F1 quando o Vettel ja era tetra. Massa e Barrichello escolheram o dinheiro da ferrari ao inves do esporte. Sem contar que nesses 15 anos qtas vezes Massa terminou melhor que seu companheiro de equipe…. 3 talvez ???

    • Dennys disse:

      Lá fora Massa e Rubinho não são nada mal vistos e não “jogaram na lama” coisíssima nenhuma. Isso não passa de lamentação da frustrada e viúva torcida brasileira, da qual não devemos ter nenhum orgulho, certamente a menos qualificada e mais mal educada do mundo. Nossos pilotos são bem vistos lá fora por quem verdadeiramente entende de F1.

  10. Giovanni disse:

    Sugestão para o nome do post o sobre o futuro do Brasil na F1:

  11. Kiko Costa disse:

    Quem sou eu pra saber o que ele quer fazer da vida, mas se fosse pra continuar correndo, só existe um lugar: W.E.C.
    Webber saiu da F1 como segundão do Vettel e hoje é figura central na Porsche e campeão mundial de uma categoria que realmente é respeitada.

  12. Ulisses disse:

    Felipe é um grande piloto!
    Ninguém fica esse tempo na F1 se não for, no mínimo, acima da média.
    Fez sempre o melhor que podia ter feito, e honestamente!
    Tomou a decisão certa, a F1 está muito chata, nem barulho faz mais!

  13. Lucas Breda disse:

    Não é que o rubinho não soube parar, o problema é que o mesmo tem uma paixão enorme pelo automobilismo, coisa que o Massa não parece transparecer.

    • Dennys disse:

      Concordo plenamente com o Flávio, a paixão que tanto falam do Barrichello me parece frustração por nunca ter conseguido um título e fica tentando desesperadamente permanecer. Teve a grande chance em 2009, mas perdeu de lavada para o Button e, como de costume, saiu reclamando. Sua permanência depois disso foi pura ilusão.

  14. S. disse:

    A meu ver, ao contrário do que muitos dizem por aí, acho que o acidente de Massa na Hungria em 2009 não influenciou no seu desempenho na pista. A questão é que em 2007 e 2008, quando a Ferrari era de ponta e o companheiro era Kimi Raikkonen, dava disputa. Em 2009 não deu para a Ferrari por causa do domínio da Brawn e de 2010 em diante na Ferrari o problema do Massa foi o Alonso. Então não houve uma queda (ao menos aparente) de performance de pilotagem dele. Apenas as circunstâncias foram desfavoráveis a partir de determinado momento.

    Acho também que ele e Barrichello foram muito parecidos, no que tange à pilotagem. Mas Massa, de uma forma geral, quando teve carro de ponta e um companheiro de equipe “apenas” bom (Kimi), conseguiu ser mais decisivo/competitivo: liderou rodada, fez mais poles e equilibrou o número de vitórias com Kimi. Já Rubinho, em 2009, teve uma chance de ser campeão parecida com a de Massa, mas desde o início do campeonato foi engolido por Button (que tem um nível de pilotagem parecido com o de Kimi, a meu ver).

    Se Massa acertou ao se aposentar, saberemos só no ano que vem, vendo o desempenho da Renault…

    • Giovanni disse:

      Considero o Rubinho mais talentoso, vide o que ele faz desde sempre no Kart e com uma situação financeira familiar mais difícil, bem mais do que o Massa, família ex-dona de uma grande empresa do ramo de ônibus (esse é um ponto extremamente relevante, que desperta o meu enorme respeito pelo Rubinho e que poucos consideram, ao ver suas conquistas num esporte tão elitizado como o automobilismo).

      Porém, o Rubinho caiu nas garras da pressão midiática, assim como vários atletas já caíram. Atletas exageradamente enaltecidos, chamados de heróis, imperadores etc, que acreditam nessa ladainha pra ganhar audiência, e de repente, somem. Rubinho por ter uma formação familiar e educacional mais elevada, conseguiu superar QUASE TUDO. Só faltou um: a pressão psicológica de ser um herói vencedor.

      Se for ver, talento por talento, principalmente nos momentos difíceis o Rubinho teve vários momentos de GÊNIO, bem mais do que o Massa. Porém, depois de tanto lutar, ele conseguia perder os gols mais feitos, justamente quando já estava na cara do gol. Neste aspecto, o Massa é o oposto. Cara a cara com o goleiro, geralmente ele faz o gol.

      O nome disso é pressão psicológica afetando o poder de decisão. Como quem fala em público. Isso fode o cara.

  15. Paulo disse:

    Brasileiro que gosta de F1 vai continuar vendo desde que a Globo continue a transmitir estes que falam de Massa não entendem nada de automobilismo, são os eternas viuvas. Chorem mas o Massa é Massa, que nem você comentou vai sair de cabeça erguida e sorrindo.
    Seja feliz Massa não tem que provar nada a ninguem.

  16. Luciano disse:

    Massa teve os seus bons momentos, quando teve como companheiro o Kimi Raikonen e teve de fazer jogo de equipe para que o mesmo conseguisse ser campeão. Quando teve a sua chance, deu azar, a Ferrari fez muita merda, o Nelson Piquet tirou o título que seria dele. Fez uma carreira acima da média, teve superioridade em muitas oportunidades, mostrou serviço. Faz bem em parar quando no momento só tem chance de chegar nos pontos, pódio é dificílimo, vencer impossível com o carro que tem. Então chega, não precisa passar por isso. Acabou em boa hora.

    • John Player disse:

      Nelson Piquet tirou título do Mansell, do Prost, do Lauda, do Reutemann, do Alan Jones, do Senna, quando disputou títulos com a Brabham e a Williams.

      Em Cingapura, mesmo com a armação feita SOB AMEAÇA dos chefes da equipe Renault pra cima do Nelson ANGELO Piquet, a corrida (e o campeonato) não acabou naquela bandeira amarela. Quem foi o XAROPE que saiu antes de terminar o reabastecimento na parada dos boxes e levou a mangueira de combustível junto, prejudicando de vez sua corrida??

      Se Massa fosse um piloto MELHOR teria pontos suficientes na ultima volta da ultima corrida para não perder o título por um começo de chuva.

      Não me venham agora com esse discurso do “Massacrado” que “o filho de Piquet tirou o título do Massa”, que esse tipo de coisa não tiraria o título de um piloto mais competente na pista. Houveram (ou houve?) corridas antes e depois de Cingapura.

      • Dennys disse:

        John Player, você mostra um incrível desconhecimento de F1. Massa não teve qualquer responsabilidade no episódio de Cingapura, apenas fez seu ´papel de sair quando foi liberado pelo mecânico. Falou bobagem nessa.. E não venha querer defender o Nelsinho, pois ele foi sim um dos responsáveis por prejudicar indiretamente o Massa além de falhar eticamente e ser um piloto medíocre.. Ele agora está onde merece, no esquecimento e Massa será lembrado como uma dos maiores brasileiros na F1 e reconhecido entre os estrangeiros. Pode chorar.

  17. MARCOS LIMA disse:

    Felipe Massa está rico, pode se aposentar……se não fosse a mola e o filho que nasceu poderia ter sido campeão, mas o sangue no zóio dissipou….

  18. João Vitor disse:

    Felipe entrou de nariz empinado na F1, com o tempo foi mostrando o trabalho e deveria ter sido campeão em 2008. Depois disso, acidente em 2009 e o “fator Alonso+Ferrari” dificultaram um pouco a vida dele. Na Williams fez mais em 2014 do que faria na Ferrari e agora se despede bem, dignamente.
    Queria que ficasse mais, mas valeu.

  19. paulo pinho disse:

    Artigo onde o Flávio deixou fluir emoção. Emoção é fundamental em qualquer texto. Sem emoção a vida fica vazia e sem muita razão de ser. Complicado dizer quem foi melhor piloto, se o Massa ou o Barrichello. Ambos tiveram a infelicidade de correrem com o Schumacher, o que os deixava em segundo plano pela política da Ferrari e pela arrogância mais do que conhecida do alemão. Se a Ferrari usasse a democrática posição da Mercedes, onde os ex-amigos Rosberg e Hamilton se comem, tenho certeza de que ambos teriam conseguido títulos na escuderia italiana e menos vitórias e títulos teria o Schumacher. Mas ninguém senta no mais tradicional carro da fórmula 1 se não tiver enorme competência. Infelizmente o nosso automobilismo não produziu mais pilotos, talvez até pelos motivos expostos pelo Flávio, que nos transmita e emoção contida no belo artigo do colunista. Parabéns aos dois pelo que fizeram na pista e parabéns ao Flávio pelo que nos transmitiu.

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