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terça-feira, 4 de outubro de 2016 - 11:21Automobilismo internacional

E-MERCEDES

SÃO PAULO (dizer o quê?) – Mais uma grande montadora assina com a Fórmula E. Agora é a vez da Mercedes, que assegurou uma vaga a partir da quinta temporada da categoria — a terceira começa domingo em Hong Kong. É quando a categoria pretende dar um salto de performance e durabilidade, deixando de lado os dois carros por piloto para que seja utilizado apenas um, com baterias que terão mais autonomia — e, na ocasião, já serão feitas pela McLaren, que acabou de assinar um acordo com os promotores do campeonato válido a partir de 2018.

A Mercedes, assim, se junta à fileira de montadoras já estabelecidas no mercado mundial de automóveis que participam da F-E. São elas Audi, Renault, Citroën (DS), Jaguar, Mahindra e BMW — que está dentro desde o início com carros elétricos de serviço, e agora fechou uma parceria com a Andretti, embora não seja ainda time oficial.

Com elas estão duas companhias chinesas que desenvolvem projetos de carros elétricos, a NextEV (antiga China Racing) e a Faraday Future — esta última assinou com a Dragon, tem o velho Marco Mattiacci, ex-Ferrari, no topo da linha de comando, já soma 1.400 funcionários, está sediada na Califórnia e iniciou a construção de uma fábrica monstruosa em Las Vegas. Um passeio pelo site dos caras assusta um pouco. De onde vem tanta grana?

Enfim, carros elétricos, e já disse isso várias vezes aqui, são um caminho sem volta. Está aí a Tesla que não nos deixa mentir. E, como consequência, corridas de carros elétricos, também. A Fórmula E está sabendo agregar empresas gigantescas em seu projeto. Muita gente desacreditava. É hora de olhar para essa turma com mais atenção. Eles não vieram brincar.

36 comentários

  1. Rodrigo disse:

    Tive a informação de um amigo alemão, que de maneira insólita, soube que Michael Schumacher, faleceu hoje as 9:20 da manhã local de falência múltipla de órgãos.

  2. Samucon disse:

    Ou a F1 ‘eletrifica’ de vez a categoria e mata a F-e que ainda é um filhote, mas com muito potencial, ou daqui no máximo uns 15 anosna F-e Engole esse Fóssil vivo chamado F1. Se não fosse a tradição, qualidade de alguns circuitos e dos pilotos, já tinha ido pro saco

  3. A Fórmula E, sabiamente diga-se, ainda esconde muito o jogo. Eles não deixam os carros correrem em pistas de verdade para compararmos os tempos com carros de outras categorias. No estágio que as coisas estão hoje, acredito que um Fórmula E não tenha autonomia para virar duas voltas no oval de Indianápolis, que dirá em tempos competitivos.

    Mesmo com a F1 xexelenta que temos hoje, os carros são infinitamente mais rápidos e as pistas são melhores. Aquele monte de esquina que a FE fica virando tira a graça das corridas. Até os carros “de passeio” da Tesla são superiores aos FE.

    Para a FE se firmar como categoria precisa correr em pistas de verdade e acabar com algumas idiotices do regulamento como a troca de carros, o fan boost e o tempo mínimo de pit-stop. A primeira se dá por uma impossibilidade técnica, a segunda pra tentar conquistar a geração youtube e a terceira foi algum idiota que não tinha nada pra fazer que inventou isso.

    Um termômetro para ver como anda a FE é a própria Tesla. Por que ela não manifesta interesse em entrar ali?

  4. Alessandro Silva disse:

    Acho que a Formula E acertou ao ousar e acho que a Formula 1 errou ao tentar ousar. Calma, eu explico. O que acontece é que uma competição de carros elétricos é novidade. Nasceu assim e será provavelmente sempre assim. Tem seu público interessado em carros elétricos, novas tecnologias, sustentabilidade, ecologia e todas essas coisas “modernas do momento” e que vieram pra ficar. Já as competições de carros a gasolina, barulhentos e fedorentos tem também seus fans aficionados. Olhem a crueza da Nascar e seus ovais lotados todos os fins de semana. A Fórmula 1 nasceu assim, crua, na garagem, com motores potentes, barulhentos e fedorentos. Agora pensem na decepção dos fans da categoria ao verem os carros que eram o máximo do barulho na pista sendo mais silenciosos que muito carro de rua. A Formula 1, assim, como a Nascar é uma categoria Histórica e como tal deve ser respeitada e preservada em sua essência por seus dirigentes. Etão acredito que se eles se voltarem mais para o passado (uns vinte anos), e se dedicarem a ser uma categoria histórica, ninguém vai se importar se os carros poluem muito ou não. A galera vai até lá pra ver os carros mais velozes do mundo e pronto! É como ouvir uma música antiga que você ama, que faz parte da sua vida e que você nunca vai deixar de ouvir simplesmente porque é perfeita como sempre foi e você a ama hoje do mesmo jeito que amava décadas atrás!
    Claro, essa é só a minha humilde opinião. A opinião de um apaixonado vendo a decadência de algo que teria tudo para ser tão grandiosa quanto já foio um dia.

  5. askjao disse:

    Concordo em tudo o que disse no ultimo parágrafo. Mas continuo achando as corridas muito sem graça, em circuitos de rua igualmente sem graça.

  6. Marcelo Mattos disse:

    FG tem uma explicação o pq a Tesla não participar deste campeonato, sendo ela a pioneira na construção de carros elétricos ?? Será pelo acordo assinado pela Mclaren ? Pois tecnologia ela tem de sobra para tal.
    Abraços

  7. Gabriel P. disse:

    É Flávio
    O mundo que a gente cresceu, viveu até agora e gostamos, está deixando de existir rapidamente.
    Logo, logo carros com motores a combustão deixarão de serem fabricados e virarão peças de museu,
    Como já é possivel enviar energia elétrica através de Wi Fi é bem possivel que num futuro próximo, nem de bateria ou tomadas para carregá-las os carros eletricos vão precisar mais.
    E no lugar da direção, câmbio, freio, acelerador e pedal de embreagem, apenas um joystick.

  8. Rones disse:

    Aliás, cade a TESLA com equipe própria ai….

  9. Luciano disse:

    Opa! Agora entendi o por que dá pouca potência da Mc Laren. Já estava entrando com o “motor” da Fórmula E.

  10. guilherme disse:

    Mercedes E-Benz.

  11. voulembrar disse:

    Duas dúvidas sobre essa categoria, que acho tem haver com seu definitivo sucesso sobre a F1: Em que ano esses carros vão girar no mesmo tempo de um F1? E quando a Ferrari vai entrar na categoria? Aposto que ambas vão acontecer depois de 2020.

  12. Celio ferreira disse:

    Num futuro bem proximo , assistiremos um FE , a 300 p/h , assoviando seu
    ronco peculiar , nessas alturas do tempo a F1 , sera renegada a segundo plano
    É parece que isso será inevitável ……. não esquecer que um F1 atual é um terço
    eletrico…

  13. FRaeder disse:

    Beleza! A F-E é legal, competitiva, inovadora, etc…e tá crescendo. Então deixem a F-1 em paz pra usar seus motores beberrões e barulhentos, sem esse papo de “unidades de potência”! Quem quiser que fique com uma, com outra, ou com as duas categorias…o que não dá é acabarem com a essência da F-1!

  14. Thales disse:

    So não arrisco dizer que está categoria irá colocar a f-1 “no bolso ” logo…pq a mesma Liberty cuidará das duas categorias!!certo?
    Senão….sei não!!!hehheheh

  15. Adelson Travassos disse:

    Ainda é novidade o carro elétrico e chama muito a atenção, e a Formulae Tá que cresçe,; E me parece legal acompanhar esse crescimento, e a categoria também tem bons pilotos, A transmissão também é boa, é so a foxsports manter as transmissões ao vivo que vai valer a pena acompanhar…

  16. Julio disse:

    Preciso assistir essa bagaça.

  17. João Ferreira disse:

    Ué Flávio, os Editores do Grande Prêmio estão em greve??? O site ficou desatualizado. Socorro, cadê a nossa dose diária de sanidade e de notícias brasileiras.

  18. valter disse:

    Putz…lá vem a Mercedes prá dominar tambem a F-E.

  19. Alexandre Santiago disse:

    Sem querer ser chato, mas o que mais me incomoda nesses carros elétricos é a falta de barulho. Carro tem barulho, esses negócios ai não. Eu vi um Tesla na rua poucos meses atrás nos EUA e ele não faz barulho. É a coisa mais esquisita que tem.
    Uma vez em Stuttgart eu aluguei um 911 por 1 hora. Na hora das instruções dada pelo funcionário da Porsche, ele veio me mostrar o rádio que tinha marca Bose, blá blá blá. Ai eu interrompi o rapaz e disse ‘Quero só ouvir o som que vem dali de trás, é aquela música que me interessa’.
    E é assim, carros tem barulho, ronco, faz parte do carro. Vai ser difícil se acostumar com esse mundo novo. Tô velho!

  20. GARRET disse:

    E com pilotos brasileiros, não seria a FE a categoria futuramente no coração do brasileiro? Partindo do princípio que , a F1, será extinta em um futuro próximo, ou cairá em segundo plano, pois, as novas tecnologias estarão na FE. E ainda ressalto que, o continente EUROPEU está muito empenhado em sustentabilidade, energias alternativas, cidades para as pessoas, e nisso, o motor a combustão já é visto como vilão. Enfim,vamos acompanhar com mais atenção a FE, que ao meu ver, é o futuro do automobilismo mundial.

  21. gabriel pedroso disse:

    Acho que o Bernie percebeu isso também e percebe que a derrocada é iminente… melhor largar o osso logo e deixar o barco afundar na mão de outro. F-e é o futuro da elite desse esporte: Pode não ser o mais desafiador para os pilotos, mas o que vai dar mais retorno para fábricas, anunciantes, TVs, cidades, público, equipes e, por tudo isso, aos pilotos.
    Uma nova era se aproxima.

  22. Exatamente. Por isso, desde o anúncio da aposentadoria do Felipe Massa, tenho a impressão de que ele vai embarcar nessa.

    E seria bem legal.

  23. Marcus Simões disse:

    Quando a Lada entrar na brincadeira, ai eu vou acreditar que isso é sério.

  24. Brabham-5 disse:

    Mas as corridas (principalmente por causa dos circuitos truncados) continuam bem chatinhas.
    Sem barulho de motorzão de carro de corrida e sem o “cheiro de gasolina”, ainda tem de fazer muito esforço para agradar.

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