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quarta-feira, 26 de outubro de 2016 - 10:16Automobilismo internacional

LUTO NO WEC

W

SÃO PAULO (não acredito) – O Rodrigo Mattar já tinha antecipado no seu blog que a Audi estava pensando em deixar o WEC no final de 2017. Hoje saiu a decisão. E ela sai.

No final de 2016.

É uma tragédia, para mim. Como imaginar Le Mans sem as quatro argolas? Que ideia é essa de abandonar o barco das corridas de longa duração? Vão deixar tudo para Toyota e Porsche?

Como desprezar a história escrita por carros como esse aí em cima?

O foco — detesto a palavra — agora estará na Fórmula E. No DTM, a permanência é mais mercadológica que qualquer outra coisa, por conta das presenças das concorrentes BMW e Mercedes. Com a prioridade para a E, o recado é claro: o negócio agora é carro elétrico. A Alemanha já avisou que daqui a poucos anos nem vai mais permitir a circulação de carros com motores a explosão.

OK, aceitável no que diz respeito à Fórmula E — aliás, Di Grassi continua e está todo animadão. Mas inacreditável no que diz respeito ao WEC. Uma história tão vitoriosa em quase duas décadas não pode acabar assim. É um baque e tanto para a categoria. Um baque enorme para a magia de Le Mans.

Foram 18 anos dos quatrargólicos com protótipos LMP1. Nesse período, nada menos do que 13 vitórias em Sarthe. Num total de 185 corridas disputadas, 106 vitórias, 80 poles e 94 voltas mais rápidas. Títulos, foram dois no WEC — embora todos saibam que ser campeão na categoria é menos importante do que vencer em Le Mans. De 2000 a 2008, nove taças consecutivas na ALMS, a American Le Mans Series. É coisa demais.

Imaginava-se que a saída poderia acontecer desde o dia em que a Porsche iniciou seu programa para o WEC. Havia sentido duas marcas do mesmo grupo, a Volkswagen, ficarem se digladiando pelas mesmas coisas? Do ponto de vista corporativo/mercadológico, talvez não. Do ponto de vista esportivo, sem dúvida. Foda-se. Deixa correr.

Mas as coisas acabam, e a vida não é exatamente como a gente gostaria que fosse. Não é a primeira, nem a última marca a deixar as provas de longa duração. A Peugeot, quando foi embora recentemente, também me deixou chocado. Há, no entanto, uma diferença para o passado. Umas saíam, outras entravam. Lamento dizer que a tendência, hoje, é irem saindo todas aos poucos. Até que as corridas desapareçam da face da Terra.

Sim, estou pessimista. Acho que o mundo está acabando.

51 comentários

  1. Eduardo_SC disse:

    Porsche postou um vídeo bem fair play a respeito:

    https://www.youtube.com/watch?v=E4cJCiYvgeo

  2. Augustine disse:

    Infelizmente, penso que se trata de mais um exemplo patético da auto flagelação pública a que a VW está se submetendo por continuar fazendo motores diesel que seriam considerados limpos há 5 anos atrás, ainda que ninguém, nem mesmo focas ou pinguins, morreram desde então.

  3. João Ferreira disse:

    Flávio, você acha que a WEC pode entrar em crise com a saída da Audi, pois para o mercado a Audi representava muito para as corridas de longa duração, isso de alguma maneira prejudica as outras equipes ou a categoria Endurance?

  4. Ricardo disse:

    Um dia volta, o WEC é importante para a marca.

    Tem alguns momentos que é melhor sair de campo. Gera saudade e uma exposição de marca muito maior do que teria nos próximos anos.

    A Porsche mesmo, acho que foi muito mais comentada no seu retorno a categoria do que pela conquista dos dois ultimos campeonatos.

    Agora seria a vez da Porsche colocar uma menção publicitária a AUDI por tudo o que ela fez na categoria.

    Segue o jogo…

    Obs.: Essa questão de carro elétrico ainda não me cativa, sou de uma geração em que trabalhamos exaustivamente para acabar com esse planeta (rsrsrs)… esse coisa de salvar o planeta não no cativa (rsrsrs). Ainda curto muito o barulho e cheiro de gasolina das corridas.

  5. EduardoRS disse:

    Na verdade, pelo que eu sei, a Alemanha irá proibir a FABRICAÇÃO de carros com motores movidos a combustíveis fósseis a partir de 2030, e não a CIRCULAÇÃO.

    Não se desesperem, não é o fim do mundo. Alguém no final da idade média deve ter chorado o fim dos torneios de arco e flecha com a chegada das armas de fogo. A humanidade vai avançando, e vai mudando, é a vida. Teremos corridas de carros por muito tempo, ainda.

    As montadoras visam o lucro, logo elas tomam posicionamentos estratégicos dependendo do que pretendem atingir. A Audi foi dominante no WEC por muito tempo. Hoje, não faz sentido competir com a Porsche, que é do mesmo grupo. Nada mais lógico do que deixar a Porsche (que, por sinal, tem mais tradição no endurance) com o WEC, e levar a Audi para onde é financeiramente mais interessante. A Porsche, inclusive, está preparando lançamento de carros elétricos, e nem por isso vai abandonar o WEC. O próprio regulamento da categoria irá se ajustar aos poucos às mudanças de legislação na Europa.

    Relaxem. A vida continua.

    • robertom disse:

      A proibição de motores à combustão na Alemanha a partir de 2030 é uma notícia FALSA!
      E muitos continuam a propagar e comentar esta mentira ridícula…
      É apenas uma proposta que o Partido Verde colocou em discussão no parlamento e que também não tem data para ser votada.
      Vários Sites e Blogs noticiam uma “Proposta” como “Lei Aprovada”, puta absurdo!

  6. Thiago Canola disse:

    O Flavio teve alguma decepcao amorosa provalvemente. Eu adoro WEC, automobilismo de verdade, vi a Audi correndo em Lemans em 2014 e e chato ver categoria indo para o buraco antes de uma mudanca mais radical que sera inevitavel nos anos a seguir. A WEC pode ate acabar? Sim. Lemans 24hs nunca vai acabar. Pode ser ate corrida de carro eletrico mas Lemans sempre estara la. A categoria pode ir pro buraco antes de mudar, como ja conteceu no passado. Mas nao acho que vamos ficar se corridas para assistir. :)
    Coleguinhas que nao gostam de F-E. A F-E vai evoluir muito em pouco tempo. Com investimento pesado de montadoras o “bixo vai pegar”. A quimica das baterias esta evoluindo muito rapido ja que existe mais demanda por este produto. A autonomia e questao de tempo, e eu quero dizer que sera muito em breve. Com a categoria tendo mais “Pedigree” o regulamento ira se aperfeicoando ate o momento que pararao com corridas em pistas adaptadas e migrarao para os autodromos. Eu acredito que ate 2018 ja deveremos ter alguma corrida nesse tipo de pista.
    E sabido que carros eletricos tem muito mais torque e aceleracao que os a combustao, e ate por isso que os LMP1-H aceleram mais rapido que um F1. Com o aprimoramento do grip mecanico, que e ridiculo na F-E de hoje e com o aumento da autonomia e ouso dizer que a F-E sera mais rapida que a F-1 numa curva mais acentuada de evolucao do que a propria F-1 atingiu. Isso vai acontecer em menos de 10 anos. Abraco a todos.

  7. Sergio Miami disse:

    Só uma coisa, a Indy não esta interessada em tecnologia e de fato a Nascar também não, são como ligas esportivas que não querem muitas mudanças de regulamentos e mesmo o americano em si também não está, basta ver como se portam diante de assuntos como o aquecimento global…o carro hibrido aqui com gasolina no preço que esta (aprox $2,40 o galão na bomba ou cerca de R$ 2,10 o litro) ficou comercialmente inviavel até no longo prazo. Até pensei em trocar o meu por um assim mas já decido o contrario. Em tempo para quem não sabe o híbrido é muito mais caro e o elétrico mais caro ainda e dependem em muito de uma gasolina cara para conseguir se vender. Nao sei como está a fila para o Tesla por exemplo, quando a gasolina esteve em S 4 o galao em 2013/2014 a fila era de seis meses, hoje nao sei mais.

  8. David Santos disse:

    Flávio Gomes disse: “Umas saíam, outras entravam. Lamento dizer que a tendência, hoje, é irem saindo todas aos poucos. Até que as corridas desapareçam da face da Terra. Sim, estou pessimista. Acho que o mundo está acabando.”

    Oooooooh que tragédia! Fiquei “depre” com estas sentenças finais caro FG kkkkk. Realmente o automobilismo (com esta imposição exacerbada destes ambientalistas chegando até mesmo a semelhança do radicalísmo-xiita-religioso) com os seus motores a explosão (combustíveis fósseis) esta a caminho da extinção. Não éh só a Alemanha (e com ela toda a Europa) que tem por objetivo banir os veículos movidos a petróleo! Também os EUA (notadamente no estado da Califórnia), já têm projetos e data para que a sua frota sejam movidas por motores ecologicamente saudáveis. Éh! O mundo esta ficando cada vez mais triste e estranho pra se viver!

  9. Sergio Miami disse:

    Amigos, li um comentário do Felipe Massa dizendo que não tinha muito interesse na WEC porque haviam muito poucos carros da categoria principal, no que ele tem total razão, ou seja se vc não ganhar está tão próximo do primeiro quanto do último. A proibição do motor a explosão é outro fator importante já que se a Alemanha tomou essa decisão, outros países europeus, em breve, também tomarão. Moro nos Estados Unidos e até onde sei não conheço ou ouvi falar em carro elétrico da Audi, ou mesmo híbrido, assim me parece que a Audi não conseguiu levar para as ruas toda a tecnologia embarcada nos motores da WEC e vê no motor elétrico a chance de que isso aconteça, afinal é uma equipe de fábrica, assim os interesses da fábrica estão sempre acima se não for a Ferrari lógico.

  10. ba disse:

    Difícil assimilar um golpe desses. Mas é o resultado de deixar a “empresa” tomar as decisões… que, aliás, fazem todo o sentido: teve um dieselgate que ferrou todas as finanças do grupo (apesar de o bônus do CEO continuar limpinho no fim do ano fiscal, eu sei); assim, menor orçamento implica menos chances de vitória; o insucesso acarreta depreciação da marca, que, por sua vez, importa em menos investimento… e assim vai. Ridículo, mas é a lei do oeste.

  11. Ruben Neermann disse:

    Como a Alemanha definiu para 2030 a fabricação dos carros Eletricos, a DTM em breve também deverá adotar a tecnologia.

  12. Gustavo Pavan disse:

    Foi. Não será de novo. Lembre.

  13. Thiago Azevedo disse:

    Putz, essa semana lembrei de um texto seu falando do som fantasmagórico do AUDI da WEC.
    Pensei, esse eu gostaria de ouvir. Já era…

  14. Jonny'O disse:

    E foda-se os torcedores da marca que passaram a amar as 4 argolas acompanhando o WEC , Torcer por fabrica , só mesmo na F1 e para a Ferrari , porque as outras uma hora ou outra caem fora , é só a diretoria achar que o foco deve mudar e etc.

    Não existe paixão , paixão só mesmo na Ferrari.

    Por enquanto.

  15. Jr. disse:

    Fico PUTO DA VIDA com essa hipocrisia de carro elétrico…
    De onde sairá a PORRA da energia pra carregar as baterias? De termelétricas que talvez poluam muito mais que os carros?

  16. Renato de Mello Machado disse:

    tudo muito caro também, e muita complicação.

  17. Celio ferreira disse:

    Os Alemães ja disseram , o futuro será tudo eletrico, talves aí a Audi retorne
    ao Wec . Logo a FE tomará o lugar da F1, aguradem e vão ver. ( um terço do motor
    já é eletrico )

  18. ags disse:

    Tá estranho viu.. tem alguma cagada ai nesse estranho jeito de sair de um campeonato…sei não..

    • Sergio Miami disse:

      Bem se pensarmos no trambique da VW com os catalizadores e sendo esta a controladora da Audi.. well ta estranho mesmo.

      • l. alberto disse:

        Eu acho que para competições não tem nada a ver com o Dieselgate ,deve ser mais com a ACO e seus cuspidores de regras ,que tem sacaneado a AUDI impondo restritores e outras coisinhas para piorar o desempenho do motor a diesel ,que ganha disparado em torque e conssumo de qualquer motor a gasolina do mesmo deslocamento cubico ( Cilindradas cubicas).

  19. Chequetto Jr disse:

    Tem uma questão muito simples que tambem precisa ser colocada. A concentração de várias marcas nas mãos de um mesmo grupo, a tendência de monopolização. O grupo VW já tem outra marca dentro do campeonato. Não precisa de duas. Eles não estão saindo do wec. Apenas estão concentrando na marca que está ganhando atualmente. A decisão de sair não foi da Audi, veio de cima.

  20. Eder disse:

    Concordo com você, Flávio. Não era pra acabar assim, logo no ano em que a Audi teve sua pior participação em Le Mans, e ao mesmo tempo o carro mostrou tanto potencial que fica difícil de aceitar uma saída assim. E a saideira, tentar vencer Le Mans mais uma vez, pra terminar com chave de ouro? Uma pena. As noites em claro assistindo Le Mans não serão mais as mesmas. Aquele sentimento de passar 24h na frente do computador torcendo pela Audi, e depois o sentimento da vitória, ou o gosto amargo da derrota. Torcer pela Audi em Le Mans virou algo quase sagrado pra mim. Muito triste, mas Le Mans também é uma paixão, e que pelo menos eu sei que é pra sempre.

  21. Ricardo Talarico disse:

    Concordo com seu pessimismo.
    Também vejo o automobilismo, o prazer de dirigir e o prazer de pilotar terminando em um futuro não muito distante.
    As TVs abertas estão deixando de transmitir corridas, enquanto transmitem jogos de luta de vídeo game ao vivo.
    O mundo, se não está acabando, está se tornando chato demais.

  22. Adolfo disse:

    Concordo, o automobilismo foi colocado no grupo do “politicamente incorreto”… Carros barulhentos, sujos, de tecnologia suja, esporte (é esporte ?) para homens e de homens…

    O mundo está chato mesmo…

  23. Bruno Mantovanelli disse:

    Pela quantidade de montadoras envolvidas, vai chegar o momento que a F1 vai inverter os papéis com a F-E, infelizmente.

  24. Ulisses disse:

    Não sei se estou falando besteira, mas, desconfio que as fábricas alemãs não gostam muito de se enfrentar em público “nas pistas”!

  25. Eduardo disse:

    Flávio,

    Eu não diria que está acabando… Na minha visão, um pouco romântica, eu diria que o automobilismo está voltando as suas origens garagistas. Com a saída de cena das grandes corporações (cada vez mais voltadas aos números e cada vez mais longes dos fãs das marcas), ficam os realmente apaixonados por fumaça, graxa e velocidade. Estes correndo e desenvolvendo seus carros em “garagens” menores com os recursos que conseguem captar de seus bolsos e empresas próximas. Talvez não teremos mais os eventos megalomaníacos, mas podemos ter mais competitividade e diversão do que o automobilismo atual.

    Abraço!

    Eduardo.

  26. Wanderson Marçal disse:

    Veja, isso é um presságio péssimo pra F1, que também se vende como uma competição de construtores e se beneficiou disso pra crescer enquanto as especificidades tecnológicas nela testadas eram adequadas para o desenvolvimento de tecnologia pra carro de passeio. Isso já acabou e faz cada vez menos sentido montadoras gastarem os tubos apenas pra competir entre si — e uma competição insossa, convenhamos, já que quase sempre os mesmos carros vencem. Do ponto de vista de foco para desenvolvimento, a F-E parece ser a bola da vez. Assim sendo, fica a questão: até quando a F1 vai poder manter as características atuais com participação direta de montadoras e chassis próprios? Se a Indy não tivesse rachado nos anos 90, acho que a F1 já teria ido para as cucuias ou estaria em vias de ir. Não faz sentido algum gastar os tubos em um mundo em crisr para seu carro tomar uma volta do primeiro toda corrida.

  27. Ontem mesmo estava pensando sobre isso, com a Alemanha proibindo carros a combustão me parece questão de tempo para não termos mais carros com esse tipo de propulsão no futuro. Como que o automobilismo, mais especificamente a F1 vai sobreviver a isso? Acredito que sem a participação de nenhuma montadora e com os custos estratosféricos a F1 tende a implodir a médio e longo prazo.

  28. Robertom disse:

    Der Traum ist vorbei…

  29. A Fórmula E ainda tem muito o que remar para ser uma categoria das ditas tops.

    Não dá para assimilar troca de carro, pit stop com tempo mínimo e circuitos de rua com esquinas ridículas. Foi uma boa prova de conceito, mostra que uma categoria de carros elétricos é viável, mas ainda tem muito a melhorar.

    Prova disso é que a Tesla, que faz carros elétricos de verdade, não aquelas aberrações autônomas de Google e afins, não passa nem perto da Fórmula E. Mas vai entrar na corrida de GTs elétricos. A ver.

    Mas nunca um carro elétrico vai ser tão legal quanto um a gasolina ou diesel (ou mesmo álcool). Esse híbrido da Audi do WEC é uma das coisas mais lindas que já vi com quatro rodas.

    • Arthur Luz disse:

      Fernando,

      Eu acho que a F-E vai bem das pernas. Mesmo os carros sendo lentos e tudo, acho que o futuro dos monopostos vai ser por lá.

      Eles estão no caminho certo, pois, além desses pontos que você observou, os eventos são pequenos e a tecnologia da categoria consegue atrair o público mais jovem, vide o ‘eP Virtual’.

      O futuro dos automóveis será elétrico e autônomo. Dirigir será algo sem sentido. Corridas, só para robôs e alguns aventureiros. Digo isso, pois a Roborace é apenas um modo de colocar a ‘tecnologia autônoma’ em um ambiente de limite/prova.

      Como todos aqui, adoro automobilismo e assisto tudo quanto é corrida.
      Mas o futuro, eu acho, é que isso tudo vá por terra mesmo.

  30. O WEC já abriu a porta para os híbridos, mas com essa nova determinação da Alemanha por carros elétricos, já chegou na hora do WEC abrir uma categoria apenas para carros 100% elétricos.

    A tendência é num futuro próximo a FE engolir a F1, se esta não mudar.

    Novos tempos…

  31. Fern Kesnault disse:

    Concordo com tudo… desde o momento da entrada da Porsche ja se antevia esse “golpe”, ainda mais que so veio tomando “paulada”, ate da Toyota…. dificil, mas como tu mesmo disses,… sempre ha as que entram e infelizmente, as que saem…. quem sabe num futuro proximo?? Com motores eletricos?? Afinal ela foi precursora dos morores diesel em 2006 e do hibrido em 2012….

  32. Fernando Monteiro disse:

    Um dos motivos que fizeram a Honda voltar para a F1 foi a adoção dos carros híbridos. Se a F1 continuasse com os “velhos” V8 a combustão a Honda não voltaria para a F1, não chegaria nem perto. Não há mais nenhuma descoberta e contribuição da F1, sobre motores ciclo otto, para os carros de rua, já o horizonte sobre unidades híbridas é promissor e nisso a FE está alguns passos à frente no desenvolvimento da autonomia aliada ao desempenho. Hoje a FE é o grande laboratório onde os fabricantes podem desenvolver tecnologias para seus carros de rua. Não se enganem, a F1 e a F indy como a conhecemos estão com seus dias contados, quando um carro de FE tiver alcançado desempenho e autonomia similares ou superiores aos carros de F1 e F Indy, ela irá se tornar a principal categoria. Talvez a F1 sobreviva para um determinado nicho de pessoas que gostam do barulho aliado a velocidade, mas será somente uma brincadeira de gente rica, assim como são aqueles aviõezinhos da air race da Red Bull.

    • Fern Kesnault disse:

      Em termos de monopostos concordo contigo xará….

    • Antônio disse:

      Quando a F-E atingir autonomia e desempenho dos atuais F-1 e F-Indy… Daqui há uns 50 anos ?

    • Leovegildo Fernandes disse:

      Fernando, o que você prefere: a F1 de hoje, com a Honda, ou a Cosworth fornecendo motores V10 girando 18000 RPM para TODAS as equipes do grid (com provável exceção da Ferrari)? Ou mesmo com as montadoras limitadas a fornecedoras de motores para equipes garagistas, ao invés de terem suas próprias equipes e verem as equipes independentes definhando até a morte? O Ron Dennis disse várias vezes. Ele nunca iria conseguir vencer a Mercedes sendo uma equipe cliente. Ele está errado? O que falta pra quem assiste hoje é embasamento histórico. Quem assistiu F1 na época que era PAU o tempo todo, sem DRS pra passar fácil, KERS, pneu isso e aquilo, área de escape de mesa de bilhar, não tem mesmo como concordar com essa coisa que está aí.

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