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sábado, 7 de janeiro de 2017 - 13:34Dica do dia

DICA DO DIA

SÃO PAULO (vale a leitura) – Para nosotros DKW-maníacos, a história é bem conhecida. Mas sempre vale lembrar.

Vocês sabiam que quem deu as linhas mestras para o que seria a mecânica de quase todos os carros da Volkswagen foi a Mercedes? E que isso tem a ver com DKW?

O Fred Della Noce mandou o link que explica direitinho.

No fim dos anos 50, a Mercedes comprou a Auto Union — que ressurgiu depois da Segunda Guerra fabricando apenas DKWs, esquecendo todos os modelos e tecnologias das outras três argolas (Audi, Horch e Wanderer). O carro era pequeno, econômico, ágil e barato. Para a Mercedes, uma boa forma de entrar no mercado de veículos mais populares.

Mas a Europa se recuperou rapidamente da guerra e os carros com motores dois tempos foram sendo deixados de lado. Por isso, a Mercedes começou a desenvolver um motor pequeno, refrigerado a água, de quatro cilindros, para colocar em carros que ocupassem esse nicho. O protótipo W118 foi o resultado da ideia. O engenheiro à frente disso era um sujeito chamado Ludwig Krauss.

Em 1962, a Mercedes mandou Krauss para a fábrica da Auto Union para ajudar no F102, o último DKW com motor dois tempos — um 1.200 cc que já não vendia tão bem. A subsidiária já estudava trocar essa tecnologia considerada ultrapassada por motores de ciclo de quatro tempos, e Krauss levou junto o projeto do motor que fora usado no W118 para ser aproveitado no F102. Nesse meio tempo, a Mercedes acabou vendendo a Auto Union para a VW. Krauss ficou por lá mesmo. Quase que imediatamente, a concorrente espetou seu motor quatro tempos no DKW F102, matou o nome DKW, mudou para Audi, ressuscitou as quatro argolas da Auto Unioun e assim nasceu a marca que conhecemos hoje.

Essa configuração, motor quatro tempos e tração dianteira, acabou sendo a base do Passat nos anos 70 e de todos os VW que viriam dali em diante. No fim das contas, foi algo desenvolvido na Mercedes para os DKWs que desembocou naquilo que alavancaria a rival. O mundo dá voltas, mesmo.

Quanto ao W118, que no limite pode ser chamado de pai de tudo que é VW dianteiro com motor refrigerado a água — todos os APs, também, sim senhor –, é uma gracinha.

7 comentários

  1. César disse:

    Um Fissore com emblemas da Mercedes. Lindo carro, linhas modernistas limpíssimas, sem nada a esconder. Um design jamais repetido.

  2. Rafael Mafra disse:

    Ludwig Krauss. pai do motor AP

    Queria ver uma notícia do Flavio aqui no blog assim:

    E aí macacada seguinte: acabo de voltar da Europa e dos EUA e fiquei por lá nesses ultimos dois meses só fazendo matérias sobre carros antigos, museus, história do automobilismo etc: Touxe algumas horas em vídeos sobre esses assuntos.

    Pensa no que iria vim, OOOOOOHHHHHHH que água na boca

  3. ataide coutinho disse:

    A BMW tambem tem um motor parecidissimo com o Ap 4 cilindros com 70 graus de inclinçao montado nos seus carros dessa epoca .

  4. Andre Perez disse:

    Hei Flávio, aqui um link de um artista desenhando os supostos carros do ano que vem… coisa linda de ver.
    http://wtf1.co.uk/really-hope-2017-f1-grid-looks-good/

  5. Claudio Aun disse:

    Suas linhas lembram bastante o DKW FISSORI

  6. Paulo F. disse:

    O futuro alternativo da VW (no inicio dos anos 60) era um pequeno carro, que deveria ser o sucessor do Fusca, com motor central traseiro, com estudos tanto para refrigeração a ar ou a água.
    Quando Rudolf Leiding foi guindado à presidência mundial da VW (já havia sido presidente na VW Brasil) uma de suas primeiras ações foi racionalizar as linhas de produção da VW, visto que a empresa fabricava carros que competiam pelo mesmo mercado (K-70 , 411/412) e outros ainda que tinham produção em níveis muito baixo (NSU-RO80, VW-Porsche 914 ; ambos carros memoráveis) não sendo lucrativos para a VW.
    Leiding então cancelou oEm 1976 a VW , já sob Toni Schmücker, que iniciou sua carreira na Ford alemã, a VW obteve um lucro de um bilhão de marcos, Schmücker foi benificbiário das acertadas decisões de seu antecessor.s projetos deficitários e o desenvolvimento do “sucessor do Fusca”. mesmo assim, e afetada pela 1ª crise do petróleo a VW teve um prejuízo recorde de 800 milhões de marcos em 1974..
    Porém Leiding acertou ao dar sinal verde para o desenvolvimento para o real sucessor do Fusca, o Golf, que começa a ser vendido em 74 .
    Em 1976 a VW , já sob Toni Schmücker, que iniciou sua carreira na Ford alemã, a VW obteve um lucro de um bilhão de marcos, Schmücker foi benificiário das acertadas decisões de seu antecessor.

    • Paulo F. disse:

      Maldito computador velho!!!

      o texto correto é:

      O futuro alternativo da VW (no inicio dos anos 60) era um pequeno carro, que deveria ser o sucessor do Fusca, com motor central traseiro, com estudos tanto para refrigeração a ar ou a água.
      Quando Rudolf Leiding foi guindado à presidência mundial da VW (já havia sido presidente na VW Brasil) uma de suas primeiras ações foi racionalizar as linhas de produção da VW, visto que a empresa fabricava carros que competiam pelo mesmo mercado (K-70 , 411/412) e outros ainda que tinham produção em níveis muito baixo (NSU-RO80, VW-Porsche 914 ; ambos carros memoráveis) não sendo lucrativos para a VW.
      Leiding então cancelou os projetos deficitários e o desenvolvimento do “sucessor do Fusca”. mesmo assim, e afetada pela 1ª crise do petróleo a VW teve um prejuízo recorde de 800 milhões de marcos em 1974..
      Porém Leiding acertou ao dar sinal verde para o desenvolvimento para o real sucessor do Fusca, o Golf, que começa a ser vendido em 74 .
      Em 1976 a VW , já sob Toni Schmücker, que iniciou sua carreira na Ford alemã, a VW obteve um lucro de um bilhão de marcos, Schmücker foi benificiário das acertadas decisões de seu antecessor.

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