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sexta-feira, 10 de março de 2017 - 19:49Cinema, Dica do dia

DICA DO DIA

SÃO PAULO (se for…) – O Paulo F. mandou nos comentários o link desta reportagem do “Los Angeles Times” que relata o que pode ser o fim de um dos grandes mistérios do mundo dos carros famosos: o paradeiro do Mustang que Steve McQueen usou em “Bullitt”.

Para quem não sabe do que se trata, “Bullitt” é um filme de 1968 que contém a maior perseguição da história do cinema. Dois carros foram usados nas filmagens, um chamado de “hero car”, para cenas românticas e despretensiosas, e um conhecido como “jumper”, o carro da perseguição — que, teoricamente, é o que tem mais valor, se for autêntico.

O primeiro, segundo os especialistas, pertence a uma coleção nos EUA que ninguém sabe exatamente de quem é e estaria no Estado de Kentucky. O segundo estava desaparecido. Foi encontrado num ferro-velho na Califórnia e estava prestes a ser transformado numa réplica de “Eleanor” — estrela de outro filme, com Nicolas Cage — no México quando alguém deu o alerta: tinha jeito de ser o carro de “Bullitt”, que ninguém tinha ideia de onde poderia estar desde o fim da década de 60.

Um sujeito que verifica a autenticidade de modelos lendários da Ford foi convocado e deu seu aval. Segundo ele, as modificações nas suspensões e a documentação do filme — da qual constariam dados como número de chassi e registros de propriedade — comprovam que esse Mustangão aí embaixo é mesmo o que McQueen dirigiu na fita. E que o ator procurou por anos, sem nunca tê-lo encontrado. Ele morreu em 1980, aos 50 anos, vítima de câncer.

Tomara que seja mesmo. E que vá para algum lugar onde possa ser visto e admirado. Mas, como se vê, o trabalho de restauro já começou. E, segundo o dono da empresa que faz as réplicas de “Eleanor”, sem seu consentimento. Quando soube que podia ser o carro, ele orientou seu funcionário, por telefone, a não encostar nele.

Encostou.

bullittcarrest

6 comentários

  1. Rocker disse:

    Poderia ser pior!
    Poderia ter caído no “Lata Velha” do “Caldeirão do Huck”!
    Hahaha!

  2. Rodrigo Moraes disse:

    O legal da perseguição do Mustang ao Charger é que o último saiu com o opcional de calotas regenerativas. O carro perde umas 32 calotas durante a perseguição! :D Como eu sou mais novinho, minha perseguição predileta é a do filme Ronin, em Paris.

  3. Garlet disse:

    Esse mustang tem a beleza da Gisele Bundchen desfilando de chinelo na praia, é natural.. Não curto muito essa fase Eleanor, cheio de apendices de fibra para todos os lados, poluição visual. Ainda bem que pararam a reforma.

  4. valter disse:

    A oficina do Dave Kindig é a indicada para essa restauração.

  5. Pablo Vargas disse:

    Procurou, não encontrou e morreu pertinho do carro, em Ciudad Juaréz.

  6. Mário_Fpolis disse:

    Gosto de assistir alguns programas de reparos de carros antigos, tipo Wheelers Dealers e o de um americano que garimpa carros históricos, Wayne Carini.
    Fico impressionado com o preço que alguns carros antigos estão conseguindo nos EUA, e só imagino quanto vale esse carro.
    Tomara que não vá pra mão de um dono de um “private equity” ou outra merda dessas, e sim pra mão de um amante de carros.
    Mas como o que move o mundo é o vil metal, mais certo parar na mão de um “investidor” do que de um amante de carros.
    Basta ver o Petrolicious, que bem no começo só tinha cara que amava seu carro, conhecia ele a fundo, fazia reparos e modificações. Depois, só endinheirados. Agora, com a série dos islandeses, voltou a aparecer gente que gosta demais dos carros, que cultiva uma relação emocional com os carros, e não com os bens.
    Falei d+

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