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segunda-feira, 3 de abril de 2017 - 17:17Automobilismo internacional

E-BMW

SÃO PAULO car-logo-bmw-plane- Está confirmado. A BMW, que já tem uma parceria com a Andretti e com a própria Fórmula E, anunciou oficialmente que participará do campeonato de carros elétricos com equipe própria a partir da quinta temporada da categoria. Ou seja, a partir do segundo semestre de 2018, quando os carros vão mudar muito e ganharão baterias com autonomia suficiente para uma prova inteira sem necessidade de troca no meio da corrida. Hoje, os carros oficiais dos eventos, como o safety-car, são modelos elétricos da fábrica de Munique.

Com a decisão, já esperada, a montadora bávara vai se juntar a Audi, Citroën/DS, Renault, Jaguar, Mahindra, Nextev, Venturi e Faraday Future (as três últimas, fabricantes exclusivas de veículos elétricos) na lista de montadoras envolvidas com o campeonato. A Mercedes também já anunciou que entra, mas provavelmente fará isso na sexta temporada.

O crescimento da Fórmula E parece imparável, e por uma razão simples: carros elétricos entraram definitivamente na linha do tempo da indústria automobilística, e quem não se preparar para essa tecnologia vai desaparecer. E o melhor laboratório para isso são as pistas.

35 comentários

  1. Marcelo disse:

    A formula 1 deveria começar a pensar em carros movidos a hidrogênio, para um futuro que não seja ofuscado pela FE, que também não vai longe com essas baterias de descarte tóxico e/ou reciclagem cara. Carro a gasolina está em vias de extinção rápida, logo, quem viu a Formula 1 nessa base combustível vai se orgulhar de contar para os outros como quem se orgulha de ter visto no estádio Pelé, Gerson, Rivelino, Ademir da Guia, Enéas…

  2. Tales Guimarães disse:

    O desiludido Alonso poderia ter como caminho natural a FE. Que fatalmente terá em breve mais destaque que a F1.

    Mas parece que ele está resistindo a ideia. Trauma grave com choque elétrico.

  3. Fern Kesnault disse:

    Industria automotiva é aquela relativo á fabricação de carros de rua, normais… industria automobilistica é aquela relativa à fabricação de carros para provas desportivas….ainda vemos muita confusão, principalmente na midia…

  4. RecrutaZero disse:

    Não adianta, o passado será sempre passado e o futuro, só será futuro até se tornar presente. Quando o computador ocupou o lugar da máquina de escrever, muitos saudosistas ainda tentaram parar no tempo mantendo as suas máquinas tec tec.
    O mesmo dizer para os que elogiavam o chiado da agulha no disco de vinil. E assim foi e sempre será. Tecnologias novas chegam e vão ocupando espaços cada vez maiores, até que os que relutam tornam-se minorias e já não é mais economicamente viável, manter os saudosistas satisfeitos.

  5. Celio ferreira disse:

    Acho que todas as montadoras entrarão na FE , porque os carros de rua
    serão eletricos no futuro, agora a F1 , a partir de 2021 , terá um Biturbo
    de 1200 cv sem a MGU-K , segundo uma revista Alemã. Será um retrocesso ,
    porem vai salar o show da F1.:mais potência , mais barulho etc…
    Vamos aguadar.

  6. Marcos Abreu Ferreira disse:

    Flavio, hoje a F1 tem um apelo comercial maior que a FE, apesar do crescimento desta última. Em quanto tempo você acha que a FE será mais importante para as montadoras e terá mais retorno de mídia do que a F1? Você vê um fim da F1 um dia?

  7. Martinho Franco disse:

    Muito bom, só falta os carros serem bonitos. Imaginem aqueles modelos futuristas que de vez em quando algum designer publica da F1 do futuro.

  8. Orko64 disse:

    Pessoall, alguém sabe se o porquê a Tesla não está participando da Formula E?:

  9. Ricardo disse:

    Realmente, Flavio! O caminho é imparável, ainda mais com o aumento de eficiência, diminuição de custos e de impacto ambiental da produção de energia elétrica solar. Elon Musk que o diga!

  10. Jacob Lindener disse:

    Não vamos deixar de lado que grande parte do sucesso da F-E vem do fato de as corridas serem, via de regra, divertidas pra caralho!

    • Amaral disse:

      O que quase todo mundo temia que não acontecesse. Eu mesmo era dessa turma. Mas é divertido, sim. A grande maioria dos pilotos é experiente (braço-duro lá é exceção e geralmente toma pé na bunda rápido!), tem credenciais, boas equipes, estratégia, ultrapassagens pra caramba, e duas temporadas com coisas a se resolver até o finalzinho. Precisa-se só de uns minutos pra se acostumar com aquele barulhinho de motor de broca de dentista, e com a aparentemente “lentidão” dos carros na TV, mas depois é só alegria.

    • Genesco Junior disse:

      Exato, colega. O alto nível de competição e pilotagem da categoria tem me surpreendido demais. E se reparar, muita gente lá queimada sem piedade na F1, enquanto cê vê lá no grid o Ericsson, o Palmer…

  11. Rafael Cejulio disse:

    Não consigo ver a FE como uma categoria do futuro, até porque ela já existe e será mais uma entre tantas. Mas reconheço que os carros elétricos são o futuro pra nós, nas ruas.
    Não me agrada ver a corrida, mas respeito que gosta, do mesmo jeito que muita gente não gosta da Nascar e eu curto, ou curtia. Falando nisso, uma pena não termos mais o grande Sergio Lago nas transmissões, assim como agora são raras a aparições nos comentários do Mattar. Mas quem perdeu foi a FOX com certeza…

  12. Ivan Robertson disse:

    Olá, Flávio, boa noite!

    Vou mais longe: para mim, a Fórmula 1 começou a morrer no dia em que anunciaram a Fórmula E. Vai demorar (bastante), claro. Mas a F1 deixará de ter sentido cada vez mais. E não será apenas porque usam motores à combustão, mas pelo todo.
    Lembra-se da prefeita de Paris? A conversa nem teria sido iniciada se não fossem carros elétricos. E isso vai ser cada vez mais frequente. A F1 vai adaptar-se para continuar forte como é? Aí está uma boa pergunta.

  13. Marcelo Melo disse:

    Não sei qual a vigencia do contrato do Nelsinho com atual equipe mas, de repente, pela ligação que a BMW tem com o nome Piquet, pode ser que pinte uma proposta. Não é nada, não é nada, o cara está guiando bem e é Campeão na categoria…

  14. Carlos disse:

    Vai dar certo até o momento que liberarem construção dos carros pelas próprias montadoras. Ficará como a F1 atual, domínio de uma só equipe com muito $$$, sem chances para mahindra, Andretti, etc… Aliás, domínio dá renaut e Audi. Aí essa equipes entram, gastam muito, ganham e saem quando enjoarem.
    Saudade dá primeira temporada onde vários pilotos e equipes diferentes venceram.

    • Carlos disse:

      … aliás, esqueci que já há um domínio por parte dá renaut e Audi nesta temporada. Diferença que o Lucas é muito bom, enquanto Buemi, bom… deu pra ver domingo.

      • Amaral disse:

        Buemi é bom. O problema é que o Di Grassi é melhor. Sem pachequismo. Ninguém disputa dois títulos até o final se não tivesse qualidades. Ah, perdeu os dois? Beleza. Como com um tiquinho de sorte poderia ter sido bicampeão. Foram detalhes, dele, da equipe, dos adversários. Mas, convenhamos, isso não o torna ruim.
        Di Grassi lá na e.dams iria colocar no bolso o Buemi, o filho do Prost, e quem mais desse na telha.

  15. MarcioD disse:

    Acho bem legal a categoria, vai ficar melhor sem a troca de carros e com o novo visual. Gostaria que no futuro eles tivessem motores mais possantes e começassem a correr nos mesmos autódromos da F1. Muito bom este interesse das montadoras.

  16. Túlio disse:

    Será que esse desenho deu a origem do mito de que o logo dá BMW representa uma hélice?

  17. Deni Williams disse:

    Mas alguns não diziam “Ainnnnnn mas os carros elétricos não são o futuro do automobilismooo”?

    Parecem que estavam errados.

  18. Tiago Viegas disse:

    Seria curioso ver a confirmação da Ferrari. Mas mais legal seria ver a Tesla entrando na brincadeira…rs

  19. Wanderson Marçal disse:

    Legal, bacana, mas cada coisa no seu quadrado: se F1, Indy ou Nascar tentarem embarcar na de elétricos vão afundar — como a F1 já está, aliás, com esses motores híbridos complicados e caros. É uma coisa específica que ninguém sabe até quando vai durar e cuja validade se encerra no dia que não servir mais para a indústria elétrica. As outras categorias conseguem sobreviver sem ser laboratório pra qualquer coisa, mas a F-E e o WEC, por exemplo, não. E o último já está indo para o ralo com a LPM1 porque simplesmente deixou de fazer sentido e é muito caro.

    Não vejo a F-E como a fórmula do futuro. Ela é a fórmula do agora. E depois da tecnologia elétrica se desenvolver mais, será o fim. Algum protótipo da vida vai conseguir responder melhor às demandas da indústria.

  20. Leandro disse:

    A F-e tem sido para estas fabricantes o que a F-1 já foi um dia: laboratório para carros de rua e tecnologia, guardadas as devidas proporções. Por isso acredito este interesse, além é claro de ser o “combustível” do futuro.

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