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segunda-feira, 19 de junho de 2017 - 19:13F-1

CORRIDA PACAS

RIO (então vou comer) – E saiu o calendário da F-1 do ano que vem com o recorde de 21 corridas, as voltas de França (Paul Ricard) e Alemanha (Hockenheim) e a exclusão da Malásia. Interlagos está lá, sem asterisco nenhum, apesar do terrorismo privatista que tomou conta da cidade (“Se não vender o autódromo, não tem F-1″, disse um certo amante de pulôveres).

Outra novidade: três finais de semana seguidos com GPs: França, Áustria e Inglaterra.

Vai ser legal, isso aí.

24 comentários

  1. joel lima disse:

    Fábio, o jeito Dória de governar é mandar remédio quase vencendo aos postos de saúde (aliás, remédios ‘doados mediante a isenção de impostos e se livrando do custo de descartar remédios vencidos. Isso na minha terra não se chama doação, tem outro nome rs ) e resolver o problema da cracolândia mandando a polícia como uma tropa alemã da blitzkrieg e depois aparecer como um Darth Vader sem máscara no mesmo final de semana em que destruiu um marco da cidade, que era suprapartidária, que é a virada cultural – aí sejamos justos = ele contou com a ajuda valiosa do André Strume pra essa missão. rs

    Dória é sem dúvida o mais bem sucedido lobbysta brasileiro, ou seja, o sujeito que mostra aos empresários que fazem parte do seu grupo, o Lide, o caminho mais curto de chegar aos nomes certos das várias esferas de governo que há nesse pais esquecido por deus. Digamos que aí não há nenhuma virtude republicana. Incrível uma pessoa ter 200 milhões de reais de patrimônio sem ter uma roça, um balcão de comércio, nunca produziu um parafuso (palavras de Ciro Gomes ). Se tivéssemos uma imprensa mainstream decente, ela mandaria seus repórteres investigarem essa “‘proeza’” e não fazer turismo na faixa nas viagens pelo mundo afora.

    E pra ferrar de vez, gosta de Romero Brito (rs).

    Enfim, não diria sampa vive dias de glória, mas, sim dias de dória rss

    .

    • Fabio disse:

      Sem dúvida gostar de Romero brito não é uma boa referência. .RS

      Mas quer dizer que é melhor jogar os remédios no lixo do que dar a quem precisa? Lembrando que os remédios estão perto do vencimento mas não vencidos.

      Para a cracolandia, qual a soluções? Vários governos incluindo gente do psdb passaram pela prefeitura e nada fizeram, algo deveria ser feito. Quer paz? Prepare-se para a guerra, acho que este ditado cabe bem aí.

      Corujao da saúde foi um excelente trabalho.

      Acho que no fim do seu mandato teremos um bom resultado, se não acontecer, serei um dos críticos

      • Flavio Gomes disse:

        Meu filho, vá se informar. Doaram 35 milhões em troca de uma isenção fiscal de 66 milhões. Se são tão bonzinhos, apenas doem. Quanto à cracolândia, se você for capaz de explicar o que foi feito, agradecemos. Passar o trator, baixar porrada em pessoas fragilizadas e jogar água pra transformar a praça num lamaçal te parece “fazer alguma coisa”? E o tal de corujão é uma farsa que só acredita nela quem quer. Agora, se quiser falar de sonegação de IPTU, terreno público ocupado, mortes nas Marginais triplicadas, podemos conversar.

      • joel lima disse:

        Fábio, a questão do Romero Brito não é só o mau gosto, o que já seria um crime de lesa arte. Dória faz questão de mostrar que gosta dele porque Romero Brito traz holofote. Dória se move não por um ideia, mas pela intensidade do holofote. Seja um Romero um Francis Bacon (veja quem é Francis Bacon, o pintor, na minha opinião o melhor pintor na segunda metade do século XX), pra ele tanto faz. A régua dela é se isso lhe traz notoriedade.
        A data de vencimento dos remédios, se não me engano, estava a menos de 6 meses pra vencer. A anvisa proibe isso. O que as indústrias farmacêuticas fizeram seria o mesmo que alguém doar para uma pessoa de rua uma calça aparentemente nova mas que estavam com os bolsos rasgados – e ainda recebesse uma graninha pra fazer isso. Isso não é doação. Doar é você dar para alguém algo que você daria ao seu filho.
        Sobre o corujão, Fabio, conheço uma pessoa que trabalha em posto de saúde e perguntei sobre esse programa. Ela disse que o dinheiro gasto é muito e o benefício maior são dos hospitais que o fazem (todos particulares e de grife ) pois ocupam um horário quase ocioso neles. Portanto, é um programa que não tem como se viabilizar economicamente a médio prazo. Corrida de 100 metros e não maratona.
        E finalmente, sobre o aumento da velocidade das marginais = é provado que diminuindo a velocidade, em média 10km, houve menos mortes. Dória apenas, nesse caso, serviu de porta-voz de uma parte da sociedade que vê o carro como um deus que tem que ter direito a tudo. E o mais terrível é que o motorista brasileiro não tem moral nenhuma pra essa exigência, pois o motorista brasileiro é um dos piores do mundo. Basta ver o número de mortos no trânsito no país por ano. Se não me engano, é 50.000 (baixa americana durante toda a guerra do Vietnã). E aí não dá pra dizer que o culpado é governo A ou Z. No Brasil, se há um crime em que no fim todo mundo sai impune, independente da classe social, é o de trânsito. A CNH aqui é uma licença para matar, infelizmente.

        Sobre cracolândia, uma coisa é certa = ninguém sabe direito como fazer para resolver essa situação, mas certamente NÃO É do jeito que foi feito, jogando a polícia. Se polícia resolvesse a questão das drogas, há décadas esse problema já não teríamos. O que aconteceu é que eles foram expulsos de lá e estão no quarteirão a frente. A intenção clara é tirá-los para literalmente limpar o terreno pra chegada de construtoras que terão a sua disposição uma dos melhores regiões da cidade. Se não fosse por esse motivo, por que Dória não adotou essa blitzkrieg nas outras várias minicracolândias que há em Sampa? Para os que mandam em Sampa, o maior crime dos consumidores de crack da cracolândia é que eles não estão confinados e invisíveis na periferia, junto da população pobre.

        Recomendo que você veja no youtube a entrevista do doutor Drauzio no roda viva de dia 19 de junho. Ele fala sobre a questão do crack.

        Fabio, uma dica = sempre suspeite dos políticos, e mais ainda dos que propõem soluções fáceis para problemas complexos. Há um ditado, creio que inglês, que acho perfeito = político é aquele sujeito eleito pelos pobres, financiado pelo ricos e que tem como missão principal manter os dois bem separados (rs)

        Sobre preparar-se para a guerra, cuidado. Numa guerra, a única coisa certa é que as baixas sempre estarão ao lado dos mais fracos, dos que estão longe do poder – ou seja, nós.

        Dica de leitura pra entender o que é política = leia Julio Cesar, de Shakespeare. Há uma edição barata e bem traduzida da LPM.

  2. Marcelo Silva disse:

    Paul Ricardo e Hockenheim com os traçados antigos e suas grandes retas seria fantástico !!!

  3. Fabio disse:

    Não sou defensor do Dória, mas gosto do jeito dele governar, e ele não disse que em 2018 não haveria corrida. O que ele defende, e é muito justo, que não se use dinheiro público nestes eventos. Não cabe ao governo administrar tudo, tem que se fiscalizar, acompanhar, mas não ser o gestor, se tem exemplos que isso não funciona, vira foco de corrupção, veja Petrobras, metrô de SP, e assim por diante.

  4. joel lima disse:

    Tenho mais de 40 anos. Comecei a acompanhar a F1 em 85. E pra mim sempre ficou que o número perfeito de gps são 16 e ponto final. E também a pontuação – 9, 6, 4,3,2,1. Quando comecei a ler sobre a história da f1 (o que nos anos 80 exigia esforço, pois não havia net) não acreditei que houve temporadas que nem chegavam a ter 10 corridas. Não consigo me acostumar com mais de 20 corridas e com essa pontuação. Acho tão estranho quanto a mania de um monte de jogador de usar chuteiras com cores diferentes (rs)

  5. Giovanni disse:

    Apesar de 21 corridas, dá pra notar que a logística será muito mais tranquila.

    Toda a parte europeia, desde o GP da Espanha até o GP da Itália voltou a ter a mesma sequencia da década de 90. Pequenas demonstrações de quem busca o que deu certo no passado.

  6. Heverton Elias disse:

    Foi só tirar a F-1 das mãos cheias de dedos do Eclestone, para termos a volta de circuitos históricos. Tou gostando cada vez mais dos novos donos.

  7. fernando disse:

    para ficar perfeito, so faltava Estoril nesse calendario….

  8. Cristiano disse:

    Agora só falta eliminar do calendário Abu Dhabi, Bahrein, China, Cingapura, Azerbaijão e Russia. Vira e mexe tem anúncio de projeto de retorno de pistas tradicionais, veremos.

  9. Ricardo Bigliazzi disse:

    Achei o calendário muito bom.

    OFF TOPIC: Achei esse video no youtube. Mostra o GP de Monaco de 1957. Parece aqueles filmes sobre as Cidades do Rio de Janeiro e São Paulo em meados do século passado.

    Achei sensacional, para os que conhecem bem Monaco deve ser bem legal ver como era a Cidade em 1957. No inicio tem varias tomadas da cidade, as cenas são muito legais, Os boxes, os carros, as curvas, em resumo, achei o filme muito legal.

    Não me lembro de ter visto isso por aqui:

    https://youtu.be/QXbQFpPrykA

  10. Sergio disse:

    Muita corrida pra pouco carro.
    Deveriam inverter: 15 corridas com 28 ou 30 carros.

  11. Ricardo Bigliazzi disse:

    A sequencia de provas na Europa é muito legal, pelo menos a F-1 resgata as suas tradições. Esses novos administradores parecem ser bons de negócio.

  12. moisesimoes disse:

    - Sei lá. Se o resultado é quase sempre o mesmo, então não é muito interessante. Adiciona-se a limitação de algumas equipes, seja por ter poucos testes, ou pelo alto custo no desenvolvimento dos carros durante a temporada. Imagino a animação de uma McLaren-Honda pra uma trinca dessas.
    É torcer pra chover, então.

  13. Márcio Jap disse:

    Boa noite Flavio. Não sei se é o local mais indicado mas, como o assunto é F1. Gostaria de saber se você já assistiu o filme sobre a história de Bruce McLaren (que vc trouxe em Fevereiro http://flaviogomes.grandepremio.uol.com.br/2017/02/bruce/#comments). Tive a oportunidade de assistir hoje (baixado da internet, mas foi como consegui ter acesso) e o filme é lindo demais!!!

  14. Garlet disse:

    Alemanha voltou. Que beleza.

  15. Carlos Pereira disse:

    Particularmente acho que é corrida demais. O lado bom é voltar a ter Paul Ricard, principalmente se o traçado for o mais próximo daquele usado nos anos 70 e 80.

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