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quinta-feira, 21 de setembro de 2017 - 21:19Automobilismo internacional

NOVA ERA

RIO (mundo louco) - A Suíça proibiu corridas em seu território em 1955, depois do mais grave acidente da história do automobilismo, nas 24 Horas de Le Mans — na França, ali perto. O horror foi tão grande que os suíços decidiram que em seu território aquilo nunca iria acontecer.

A lei foi revogada em 2015. E, no ano que vem, carros voltarão a correr entre os helvéticos. Zurique foi incluída no calendário da quarta temporada da Fórmula E, que começa no final do ano em Hong Kong e se estende por 2018. Outras novidades no campeonato: Roma, Santiago e São Paulo — sobre a corrida no Sambódromo, os leitores do Grande Prêmio foram os primeiros a saber dela no ano passado, lembram?

É algo histórico. E o fato de serem elétricos os carros que correrão nas tranquilas ruas de Zurique é mais um sinal de como está mudando rápido a visão que o mundo tem dos automóveis.

Adeus, fumacinha. Adeus, barulho.

suicanae

32 comentários

  1. Teve uma corrida na F-1 em 1982 realizada no circuito francês de Dijon-Prenois, mas valendo como GP da Suíça vencida pelo Finlandês Keke Rosberg numa Williams sendo sua primeira vitória. Duas corridas depois em Las Vegas nos Estados Unidos o Rosberg conquistava aquele campeonato de 1982 com um quinto lugar.

  2. Felipe disse:

    Senna ao fundo na vitrine – não quebra sob pressão -

  3. Bola da Vez disse:

    O primeiro acidente grave e eles proíbem tudo novamente.

  4. roxxonvaldez disse:

    não sei para o que serve uma corrida sem barulho de motores e óleo queimando. é muita boiolice.

  5. Backes disse:

    Clay Regazzoni, merece ser homenageado com nome de circuito.

  6. Wanderson Marçal disse:

    Eu tenho uma visão um pouco diferente da sua nesse aspecto, caro Flavio Gomes. Não acho que o automobilismo “raiz” e o carro estão com os dias contados. Ontem estava a conversar com meu irmão que trabalha com produção multimídia e que entende bastante do universo de games, e ele me disse que um dos jogos que mais vendem pra console os de carros. É um dos poucos gêneros que você tem uma série de títulos concorrendo. Pra se ter uma idéia, o futebol, muito mais popular, só têm dois títulos atualmente: FIFA e PES. De carro tem bem mais porque o interesse é muito grande.

    Você não precisa ter um carro na garagem pra gostar da sensação de pilotar um num autódromo e curtir corridas. E quem curte corrida gosta de barulho, cheiro de borracha e fumaça. Elétrico nas ruas, gasolina nos circuitos. Esse é o futuro.

  7. Paulo disse:

    Flávio, o correto é Helvécios.

    • Flavio Gomes disse:

      helvético
      adjetivo
      1.
      relativo ou pertencente à antiga Helvécia, que ficava na região da atual Suíça, ou ao povo que a habitava.
      2.
      p.ext. relativo ou pertencente à Suíça (Confederação Helvética); suíço.

  8. Celso disse:

    Em complemento as suas sábias palavras…….
    “Adeus, fumacinha. Adeus, barulho.”, Adeus corridas de verdade, ainda bem que vivi numa época de corridas de carros de verdade,

    Isto mudou pois as pessoas mudaram por causa do “Hipocritamente Correto” que tomou conta do mundo.

    Mas “Ce la vi”……………..
    abraços a todos………….

  9. TARCISIO FRASCINO FONSECA disse:

    Lembro que teve um GP da Suiça na década de 80.
    Segundo o Google teve edições de 1934 a 1939, de 1947 a 1954 (todas em Bremgarten) e depois mais duas edições disputadas em Dijon-Prenois: 1975 e 1982.

    • Flavio Gomes disse:

      O Google não conta tudo, meu filho, nem é um oráculo infalível. Ainda existem o cérebro, as memórias e a história. Dijon é na França. Aliás, isso o Google deve informar. O nome do GP apenas era “da Suíça”. Juro que eu queria ver algumas gerações se virarem sem o Google, que virou um deus.

      • Alexandre disse:

        Não houve GP da Suíça em 1975, somente em 1982 e disputado na França, como citou o FG. E este GP de 1982 viu a única vitória de Keke Rosberg no campeonato que ele conquistou.

      • TARCISIO FRASCINO FONSECA disse:

        A) O Google diz que Dijon é na França.
        B) O Google diz que só o de 1982 é do campeonato.
        C) O GP de San Marino era em Imola (provincia de Bolonha, Itália) mas nem por isso deixava de ter público.
        D) Tem razão, não existe só o Google. Existe Flávio Gomes, Edgar de Mello Filho, Rodrigo Mattar, e outras pessoas com MUITAS histórias para contar.
        E) Último título dos aspirados por um bom tempo (até a proibição dos turbos para a temporada 1989).

  10. Fábio disse:

    Na história da humanidade, períodos de transições são os mais difíceis e infelizmente nossa geração vive um deles.

  11. clodoaldo lelli disse:

    assisti uma corrida de formula e ate hoje a do titulo do di grassi comentarios do edgar mello filho esse é demais a corrida é boa so achei muito estranho o pit stot o cara sai correndo do carro entra no outro e fica la parado espera ndo sei la oque

  12. Brabham-5 disse:

    Quem sente falta da Suíça?
    Flavio, encontrei um video interessante no facebook com um incidente IDÊNTICO ao da largada do GP de Cingapura, acontecido há 14 anos atrás em outro GP de F1…e adivinhe quem estava lá na lambança? KIMI RAIKONNEN!
    O cara é REINCIDENTE!
    Dá um olhada: https://www.facebook.com/Formulaonenewsandmemes/videos/1723478311059196/?hc_location=ufi

  13. D disse:

    Não vai acabar a fumacinha. Não pode. Assistindo a Formula E esses tempos, algo me perturbava. Levou um tempo, mas percebi que era a impressão de estar assistindo carrinhos de brinquedo. A minha referencia com esses sons ainda são do autorama, dos carrinhos de controle remoto. É interessante mas nunca ter o mesmo carisma que a fumaça e o barulho tem.

  14. Marcos disse:

    E ainda bem que escolheram a cidade “certa”… Genebra tá feinha…

    Mas, bem que podia ser Berna. Linda.

  15. rafaelle disse:

    Motores elétricos, é uma vasta área, porque se pode gerar energia elétrica de várias formas.
    Gerador termoelétrico de radioisótopos, são motores de sondas-orbitais tecnologia relativamente antiga.
    Eu na faculdade sonhava em ligar aparelhos elétricos diretamente nos jardins.(Plantas geram eletricidade).
    Eu não tenho medo dos carros elétricos. Mas o que pode vir depois. Robôs aos montes, prevejo robôs de defesa pessoal interagindo com os carros. Acompanho algumas empresas é bem paranoico pensar nas relações (carro-robô-humano-dinheiro). Quer uma palhinha do que vem por ai.
    http://www.hansonrobotics.com/ (Nós trazemos robôs a vida) é o slogan. Soa apocalíptico.

  16. sandro disse:

    “Adeus, fumacinha. Adeus, barulho.”, que droga…..carro ou moto de corrida sem barulho é uma droga….sem barulho não aparenta ter potência, e corrida sem potência não é corrida, até corrida de carrinho de rolemâ é mais legal e mais divertido…Vejam a Moto GP, quando aquelas motos passam na reta o coração bate mais forte com o barulho, até a F1 nos anos 90 se escutava a quilómetros do autódromo, hoje está uma droga…..até a Stock é melhor que a Formula E, emoção ainda temos porque gostamos de automobilismo, mas sem barulho onde o coração quer pular fora do peito é muito sem graça….Meus carros de autorama (Slot) são mais barulhentos que a Formula E.

  17. Bruno Mantovanelli disse:

    Vou aproveitar meu Fusca até onde puder, soltando fumaça e fazendo barulho.

  18. walter disse:

    Flávio, se puder, coloque aqui depois os números de audiência da FE o mundo para entendermos a percepção do público. Penso que carros elétricos não representam o futuro do automobilismo, mas o fim dele. Em um mundo ideal teríamos carros eletricos nas ruas, e motor nas pistas.

  19. MarceloPoa disse:

    Adeus automobilismo

  20. Francolino disse:

    Desculpa mudar de assunto, mas vai um assunto que eu gostaria de ouvir a sua opinião: https://br.motor1.com/news/181158/novo-puma-gt-detalhes/

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