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sexta-feira, 8 de setembro de 2017 - 20:22F-1

O MOTOR DE 2021

RIO (quero ver) – Ainda não entrei muito nessa seara, porque por enquanto o pouco que se sabe é que a Fórmula 1 está estudando um novo tipo de motor para 2021, mas não se tem uma ideia muito clara, ainda, de como ele será. Mais barato, certamente. Agora, as especificações…

Eu gostaria de especular, torcendo muito por um V8 aspirado e barulhento, derivado de motor de série, 2,4 litros, simples, sem muita frescura, passando longe dos sistemas de recuperação de energia e uso de motores adicionais elétricos. Talvez até um V10 de 3 litros, mas creio que o V8 é mais fácil de atrair fábricas que já têm ou tiveram essa configuração em seus carros.

Só que imaginar que a F-1 vá fazer algo tão na contramão da tecnologia me parece sonho de uma noite de primavera. Já estamos na primavera? Não, ainda é inverno. Então, que seja: sonho de uma noite de inverno. Em algum lugar vão enfiar eletricidade. Podem ter certeza. Talvez os sistemas escolhidos sejam menos empolados, sem tanta chance de quebra e necessidade de troca de componentes a cada mudança de fase da Lua. Acho também que vão acabar no turbo, por conta da eficiência etc. e tal.

Estou falando do assunto porque a McLaren acredita que, dependendo da fórmula escolhida, poderá fazer o seu próprio motor a partir de 2021, deixando de depender de fornecedores externos. É um caminho, ainda mais quando se tem uma estrutura capaz de projetar e construir um monte de coisa, caso do grupo de Woking.

Estamos ansiosos por esses motores. Sabe-se que tem mais gente de olho — a Porsche andou falando no assunto — e que algumas montadoras têm participado das reuniões na FIA que estão sendo realizadas junto ao grupo técnico comandando por Ross Brawn. A ver.

Barulho e simplicidade, é tudo o que eu queria. E para vocês, qual seria a configuração ideal para motores de F-1 a partir de 2021?

73 comentários

  1. Egon Kniggendorf Jr. disse:

    Infelizmente somos obrigados a colocar, mesmo que minimamente, os pés no chão e não ficarmos esperando que o romantismo volte a um esporte em que a tecnologia imperou e impera ainda mais agora, com os novos donos do circo. Pode ser triste, mas é verdade. Eu gostaria muitíssimo de ver V8 roncando como sempre os conhecemos, mas não me parece possível. Aliás, me parece um dos grandes problemas não termos mais o “som” participando da efervescência que a F1 causava. Isso sem falar da chegada dos motores elétricos… Vai saber…

  2. David Santos disse:

    Pra-mim, esta tudo perfeito! As disputas voltaram (Ferrari & Mercedes – Vettel vs Hamilton) e a Renault, aos poucos, esta conseguindo dar confiabilidade e creio que em 2018 eles estarão (com as suas UP’s) bem competitivos! Esse negócio de “vale-a-pena-ver-de-novo” éh coisa pra museu! Saudações.

  3. Leandro Angelo disse:

    Não cou contra os V6 Turbo em si, mas acho que podiam juntar os sistemas de regeneração de energia unificados e simplicados.

    Outra coisas deveriam estiluar um numero máximo de cilindros, independente da arquitetura, ou seja, no máximo 6 cilindros, se será em V, W, Boxer ou em linha, tanto faz.

    Imagina alguém vir com um V4 fodão como Porsche da WEC?

  4. Tiago disse:

    Infelizmente esses motores atuais são extremamente eficazes, conseguem gerar muita potência com pouco gasto de combustível, os motores mais eficientes que a F1 já vez. Digo infelizmente pq são muito caros e complicados, e pq não veremos a volta de motores mais simples e divertidos. Mas a F1 sempre foi o ápice da tecnologia automotiva, não tem como regredir, e nem porquê. Acredito que o futuro seja completamente elétrico, ou algum tipo de célula a combustível, mas não ainda em 2021.

  5. Edies disse:

    “Barulho e simplicidade era tudo que eu queria”, eu também Flávio. E se é para sonhar vamos sonhar em ver a volta de provas nos circuitos mais antigos e tradicionais da fórmula 1, sem estes circuitos descartáveis e bobos que existem por aí.

  6. EduardoRS disse:

    Os motores turbo vieram para ficar. Todos os carros esportivos à venda tendem a virar turbo, motor compacto, menor consumo, menor poluição, maior eficiência. Nenhuma montadora terá o menor interesse em fazer um V8 aspirado,

    Aposto em um 1.6 biturbo com eletrônica mais simples. Dá pra extrair uma potência absurda, e o escape duplo já daria um som mais encorpado. Nos anos 80 era assim e era ótimo.

  7. Márcio Vilarinho Amaral disse:

    Querer, mesmo, eu quero a volta dos V8 aspirados – ou até dos beberrões V12, pra aumentar o risco de pane seca no final. Mas acho que vai ser um 1.6 Turbo, com menos frescuras.

  8. Thiago Brasil disse:

    O 1.6 biturbo com Kers simplificado que parecem cogitar soa interessante.

    A McLaren vai acabar se associando com um dos novos fabricante, como a Porsche (caso ela entre). Esse acordo com a Renault, que tem sua equipe de fábrica, não tem cara que ser duradouro não, é só pra tirar a equipe do pelotão do fundo.

  9. Giuliano disse:

    Acho que todos concordam que esses motores atuais são um saco…quando os ouvi em Interlagos em 2014, eram mais silenciosos que o aspirador de pó lá de casa, eu como homem admito, eu brochei…kkkk, os vendedores de protetores de ouvido de Interlagos ficaram desempregados já no treino de sexta feira, tem que meter um V10 ou V8 aspirado e barulhento, só de lembrar do ronco poderoso de um V10 já fico maluco…., e tem que ouvir os fans da categoria, se o show acontece pelos fans, acho que nada mais do que justo que os fans sejam ouvidos nessa questão.

  10. Vinicius disse:

    Simples: o conjunto motriz todo deve ter no máximo 800 CV de potência líquida total, um peso mínimo e um peso máximo, e consumir uma determinada quantidade de combustível igual para todos por corrida. Pode ser elétrico, híbrido ou a combustão, com KERS ou sem KERS, turbo ou aspirado, com 6, 8, 10 ou 12 cilindros, à livre escolha do fabricante. Não haveria mais limitação de quantidade de motores por temporada – a única obrigação das equipes seria apresentar um motor por carro, em perfeito funcionamento, na véspera do primeiro treino livre de cada etapa.

  11. Thiago disse:

    Querer, querer mesmo, queria uma coisa mais aberta, como era no começo dos anos 90… O cara quer fazer um V10? Ótimo! Quer um V12? Maravilha? Quer fazer um W16? Até faz, mas manda pro hospício depois…

    Mas acho que vão ficar no V6 1.6 turbo mesmo, só que sem tanta tralha elétrica… Talvez algo mais na linha do KERS do fim da década passada

  12. Jonny'O disse:

    Seria bacana mesmo ver tudo junto andando , lembro da epoca entre 70 e 80 , quando a Renault andava de turbo …..era a coisa louca do circo , aos poucos foi melhorando e passou a vencer, o resto copiou , mas existia diversidade na arquitetura , teve um periodo entre 80 até 83 que a coisa era bem competitiva ……bons tempos.

  13. Jonny'O disse:

    Não suporto padronizar demais ….engessar não!

    Queria mais liberdade, para todos, combustão elétricos , híbridos, isso sim seria bacana, liberdade!!!! …… diversidade , aos poucos o regulamento daria uma ajustada na coisa , cilindrada para cada arquitetura , etc ….deixem os v12 em paz , quem quiser poderia usar, limita o combustível e pronto , deixa o pau rolar!!!

  14. Sanzio disse:

    Downsize é um tendência. Eu acho que mantém os v6 1.6, mas aumenta o peso e diminui a vida útil, para que possam ser usados materiais menos nobres e barateie a produção. O turbo com certeza fica, mas o hibridO certamente será algo mais simples, barato e confiável. Talvez voltem a usar o KERS.

  15. José disse:

    Em termos de som, os que eu mais gostava eram os V10 de 3 litros do início dos anos 2000. Não me importo de serem turbo (e concordo que deverão seguir nesse caminho. Não voltarão aos totalmente à combustão e tampouco a F1 ira ser totalmente elétrica) mas pelo menos com um som melhor, mais baratos, fáceis de trabalhar e sem punições por sua troca.

    Agora, sobre a idéia da McLaren, acho que fabricar seu próprio motor é um risco muito grande. A Ferrari é a única equipe que sempre fez seus motores, só que a Ferrari já começou junto com a história da F1 e vencendo. Ou seja, por mais altos e baixos, sempre foi grande. Já a McLaren, depois de tantas épocas vencedoras, com Porsche, Honda e Mercedes, se aventurar a fazer seu motor depois desses anos de fiasco com a Honda é capaz de sacramentar a derrocada da equipe. Se a Honda com todo sua capacidade não consegue fazer um motor decente (e não é apenas esse turbo da McLaren, seus últimos anos já foram fracos com equipe própria), imaginem a McLaren “errar a mão” com motores próprios? Será que teriam capacidade de aguentar? Ou ainda, como ficaria a imagem da montadora de supercarros? E a empresa de tecnologia automotiva? E pior, voltar a usar motores de fábrica seria admitir sua própria incapacidade. A outra opção seria insistir na fabricação de seus motores até acertar (e quanto tempo isso levaria?). Ainda mais se o novo regulamento atrair mais montadoras, as opções aumentam e a possibilidade de troca por outro fabrincante fica muito menos restrita do que hoje com apenas 3 marcas (além da própria Honda).

    Duvido que essa idéia vá pra frente.

  16. Manoel disse:

    Tem três questões aí. Uma, que o regulamento realmente é muito complicado, e isso atrapalha. Duas, o futuro realmente é elétrico. E três, os “componentes inquebráveis” (que têm que durar uma quantidade razoável de fins de semana) tiraram um fator de emoção das corridas, que é a falha mecânica. Antes, vários carros não finalizavam um GP; hoje, GP com mais de 3 carros fora só se houver uma zica muito grande. Quem não vibrou, por exemplo, com a quebra do Damon Hill no GP de Mônaco de 1996?

  17. Antonio disse:

    Não sei se seria possível, mas gostaria de ver várias configurações disponíveis na mesma temporada (V8, V10, V12, turbinados, aspirados…). Kkkkkkk

  18. Marcelo Foresti disse:

    FG,
    Lembro de um chefe gringo que tive há muuuitos anos que sempre dizia “KISS” quando estávamos especificando algo (traduzindo: keep it simple, stupid!)…
    Então, já que é um sonho de uma noite de inverno, porque não definir apenas a cilindrada (seja 2,4, 3,0 ou 3,5 litros) ou, no máximo, duas cilindradas diferentes para motores com ou sem turbo (como era no início dos motores turbo) e ponto.
    Deixem os engenheiros usarem a criatividade para todo o resto, central eletrônica, configuração das bancadas (4, 5, 6, 8, 10 ou 12 cilindros – linha, V, W, opostos, etc), com ou sem recuperação de energia e etc…
    Vai ficar muito mais barato e mais dependente de talento técnico para fazer a diferença…
    Abs,
    Marcelo Foresti

    • Gustavo disse:

      Concordo em gênero, número e grau.

      Acredito que a imposição de uma plataforma, restringido a criatividade, é o que minou muito da competitividade da F-1.

      No atual patamar tecnológico um motor aspirado de 2.4 litros, ou um sobrealimentado de 1.4 litros, deixando aos engenheiros a opção pela plataforma, restringindo o uso de materiais compostos, seria absurdamente interessante para o público (desde que fosse permitido o livre desenvolvimento ao longo da temporada).

      Uma opção também interessante, já utilizada na Indy, seria a padronização do combustível.

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