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quarta-feira, 13 de setembro de 2017 - 20:52F-1

TETO DA DISCÓRDIA

BRASÍLIA (não sei se rola…) – O Liberty (não sei por que, mas eu prefiro chamar de “a” Liberty, mas o certo acho que é “o”, o grupo Liberty, sei lá, não importa) está estudando um teto de orçamento para as equipes da F-1 a partir de 2021. Seriam 150 milhões de trumps, mais outro tanto para gastar em salários de pilotos, marketings e souvenirs.

De imediato, isso causaria uma onda de desemprego na categoria.

E mais de imediato ainda, pelo menos um time, a Ferrari, sairia gritando feito bode traído (não sei de onde tirei isso, não sei se bode traído grita), ela que sempre foi contra tetos de qualquer espécie porque tem grande capacidade de investimento e porque acha que quem tem mais deve mesmo se impor aos mais pobres e desvalidos. Entre outras coisas porque recebe uma “taxa de antiguidade” bem generosa.

Se sou a favor do teto? Bom, desde que permita a entrada de novas equipes, desde que equilibre as coisas, desde que faça da F-1 algo mais divertido e menos previsível, sim.

Se acho que vai ser aprovado? Duvido. Nesse valor — baixo, para os padrões –, duvido mesmo. Mas as coisas estão mudando. O mundo está mudando. A água está batendo na cintura de todo mundo. Então, o que vai acontecer em 2021 é impossível de prever. Mas o simples fato de estarem pensando em reduzir custos me parece positivo. Gasta-se demais na F-1. De um jeito assombroso, que acaba fazendo dela uma modalidade proibitiva para novos atores e quase inviável para aqueles que lá estão e não têm por trás uma montadora ou uma fábrica de energéticos.

9 comentários

  1. Renato de Mello Machado disse:

    A F-1 é um campeonato mundial, a F-indy é dos EUA e quem nos dera ter um campeonato assim no nosso país.Então não tem comparação com F-1,quando se fala em teto orçamentário.O Copersucar Fittipaldi chegou em segundo no Rio em 78,hoje isso é impossível.Agora competindo com Ferrari e Mercedes que tem dinheiro para bancar não é competição e sim um rolo copressor que passa por cima de tudo e não premia o melhor e sim quem tem maior conta bancária.Por isso tem de limitar mas não padronizar peças o que está fora do dna da F-1.

  2. Brabham-5 disse:

    Vai por mim. Está caro até para Ferrari, Mercedes e Red Bull.
    Equipes como Williams, McLaren e Renault parecem viver no limite financeiro para se manter na F1. A Williams inclusive perdeu até a ambição de títulos. Sua maior ambição é ter dinheiro para se manter viva. Piloto pagante é o seu troféu.
    Tem de ter um teto mais baixo mesmo.

  3. Arthur Luz disse:

    O próximo passo é unificar a eletrônica e adicionar o painel com a posição de cada carro durante a corrida.
    Aí, depois que a F1 virar ‘F1ndy’, as equipes vão migrar todas pra formula-e.

  4. Thiago disse:

    Sou contra teto, se a equipe tem condições que gaste o que consiga gastar, o dinheiro é dela e ela tem que saber até onde pode ir

  5. Rossini disse:

    Esportes americanos (NFL pra mim é o maior exemplo) sempre buscam uma razoável equiparação entre as equipes, o que torna os campeonatos interessantes por terem maior competitividade. Acho que seria legal ter um pouco disso na F1 também

  6. Fernando disse:

    No passado gastavam-se tubos no lançamento dos carros. Hoje o dinheiro vai mais nas unidades de potência complexas. Acho que a F1 sempre deve estar na vanguarda da tecnologia e se há dinheiro para investir, que invistam. O equilíbrio vem do mercado. Se tiver e der retorno entra mais gente.

  7. Andre Brandão disse:

    Acho justo, pois como falado, só chega lá quem tem um grande aporte financeiro (vide Lance Stroll).

    Não há mais meritocracia. Não se evolui por ser um bom piloto e sim o quanto você vai trazer de benefícios financeiros para a equipe.

    Isso ocorre em varias outras categorias, claro, mais na F1 está ao meu ver demasiado.

    Quem sabe com uma redução de custos esse fator tende a mudar e tenhamos uma categoria muito mais competitiva e emocionante.

  8. Marcus Lima disse:

    Eu acho válido o esforço, mas acho a idéia do teto, assim imposto e tendo de ser controlado, meio sem sentido. Quer limitar realmente o custo? Reduz o desenvolvimento, padroniza componentes! Lembro de um PAdock Gp com o Massa: ele contando que a Willians, para melhorar o trabalhos nos pits, teve que desenvolver um novo material para as PORCAS DAS RODAS. Lindo como engenharia, mas pelamor! Outro exemplo: descobriram, acho que no ano passado, o pulo do gato da mercedes sendo um sistema aquecia os bracos de suspensão, freios e a roda, para assim aquecer os pneus: na hora da medição, antes da largada, a pressão era maior. Cessado o calor, o carro andava com pressão mais baixa e tinha mais aderência. Penso que tem que se trabalhar a padronizar dessas coisas: tipo material de pits, tipo braços de suspensão, peças de hidráulica, quem sabe câmbio, fora um motor mais simples. Além disso, limitar o número de atualizações de carro: sim, isso mesmo, limitar mesmo. E liberar outro coisa: testes em pista. Assim, você anda mais, testa pequenas mudanças de setup, e para com isso de fazer 100 asas por ano: isso é que é caro. Faria ainda uma coisa mais livre, mas na parte de motor: quer v6? Pode. Quer v8? Pode. V 10? Pode. Apenas equalizava no dinamômetro: pico de 1000 cv, independente de como quer fazer. Outra coisa que seria legal: um assoalho padrão, que respondesse pela maior parte do downforce, e downforce máximo medido em kg, num túnel de vento padrão, para homologar: sendo que o assoalho corresponda a uma parte maior do downforce ( para os carros poderem andar perto).
    Sei lá, falei muito, mas acho que tem outros caminhos: o melhor, o de mais padronização, e limitar homologações de peças mesmo! De medir pelo menos a magnitude dos dois números maiores que afetam performance dos carros: potencia de motor e downforce. Você iguala o quanto: mas deixa livre o como. Ai, vão ter caminhos: gente com motor com mais aceleração, gente com motor com mais velocidade final; gente com carro melhor em pista travada, outros em pista rapida. O que não tem sentido, é a historia do Massa: milhoes gastos numa porca. E enquanto isso, os carros não testam, e o piloto de testes não serve para nada!

  9. Juliio Lima disse:

    Lembro-me que o Max Mosley uma vez tinha dado uma ideia boa: quem adotasse o teto poderia ter umas liberdades de desenvolvimento que os gastadores não teriam.

    Eu acho isso uma boa saída. Muda o peso mínimo, usa o pneu que quiser, usa o DRS onde quiser, difusor duplo. Essas coisas.

    Na hora que uma Haas ou uma Sauber começar a ganhar corrida, todo mundo adora.

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