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terça-feira, 5 de dezembro de 2017 - 21:51F-1

PNEUS EM NÚMEROS

RIO (chuva de dados) – Pode ficar meio cansativo, mas não tenham pressa para avaliar a montanha de números que a Pirelli divulgou hoje com um balanço da temporada 2017 da Fórmula 1. São bem legais e merecem ser vistos com calma e tranquilidade.

Com pneus 25% mais largos e carros mais velozes, era esperado que muitos recordes fossem batidos. Em média, os tempos das poles foram 2s450 melhores que em 2016. As voltas mais rápidas das corridas, também na média quando comparadas com as do ano passado, foram 2s968 mais velozes.

Os pneus supermacios foram os mais “populares” da temporada, seguidos dos macios e dos ultramacios. Os duros não serviram para quase nada, exceto ocupar espaço nos contêineres da borracheira.

Daniel Ricciardo foi o recordista de ultrapassagens, e Lance Stroll pode ser considerado o melhor largador do ano, tendo sido o piloto que mais conquistou posições em primeiras voltas de GPs. Falando nelas, as ultrapassagens, a corrida mais legal do ano nesse quesito foi a do Azerbaijão. A pior, a da Rússia.

Antes de destrinchar esses tempos de voltas GP por GP, um balanção geral:

pirellif12017

Total de pneus fornecidos em 2017: 38.788
Destes, 33.520 foram usados em fins de semana de corrida e 5.268 em testes
Dos 38.788, 25.572 foram para uso em pista seca e 13.016 intermediários ou com chuva

Número total de pneus usados em fins de semana de corrida: 12.920, sendo 11.532 para pista seca e 1.388 para pista molhada.

Número máximo de quilômetros pilotados por cada composto (excluindo testes):
o Duro: 74 km (Esteban Ocon, Force India)
o Médio: 587 km (Lance Stroll, Williams)
o Macio: 4.696 (Lewis Hamilton, Mercedes)
o Supermacio: 6.261 km (Sergio Perez, Force India)
o Ultramacio: 4.674 km (Stoffel Vandoorne, McLaren)
o Intermediário: 433 km (Lance Stroll, Williams)
o Chuva: 242 km (Felipe Massa, Williams)

PIT STOPS
Número total de pit stops: 533 (sendo seis drive-throughs e um stop and go)
Isso resulta em uma média de 26,7 por corrida, e 1,5 por piloto por corrida
Maior quantidade de pit stops em uma corrida: 41, no GP do Azerbaijão
Menor quantidade de pit stops em uma corrida: 18, no GP da Áustria

ULTRAPASSAGENS
Número total durante a temporada: 435*, com uma média de 21,8 por corrida
Maior número de ultrapassagem em corrida com pista seca: 42, no Azerbaijão
Maior número de ultrapassagem em corrida com pista molhada: 31, na China
Menor número de ultrapassagem em corrida com pista seca: 1, na Rússia.
Piloto que fez mais ultrapassagens no ano: Daniel Ricciardo, 43.
Piloto que fez mais ultrapassagens em uma única corrida: Daniel Ricciardo, 13 (no GP da Inglaterra).
Piloto que foi menos ultrapassado: Max Verstappen e Lewis Hamilton, duas vezes**
Piloto que ganhou mais posições em primeiras voltas de GPs: Lance Stroll, 36
Time que fez mais ultrapassagens: Red Bull, 65 manobras (43 de Daniel Ricciardo e 22 de Max Verstappen)
Time que foi menos ultrapassado: Red Bull, 11 (9 vezes Daniel Ricciardo e 2 vezes Max Verstappen) e Ferrari (8 Kimi Raikkonen e 3 Sebastian Vettel)
(*) Como os movimentos de ultrapassagem são calculados: uma manobra de ultrapassagem é contada como aquela que ocorre durante voltas lançadas das corridas (então não são contabilizadas as manobras realizadas na primeira volta das provas) e que são mantidas até a linha de chegada da volta. As mudanças de posição devidas a grandes problemas mecânicos ou quando retardatários são ultrapassados não são contadas.
(**) Somente pilotos que competiram na temporada inteira são contados.

CIRCUITOS E CORRIDAS
Corrida mais demorada do ano: Azerbaijão, 2h03min55s753
Corrida mais curta do ano: Monza, 1h15min32s312
Corrida mais rápida do ano: Monza, velocidade média do vencedor (Lewis Hamilton) 243,626 km/h
Maior velocidade alcançada em um GP: 362,4 km/h por Sebastian Vettel no México.
Maior número de voltas mais rápidas: Lewis Hamilton, 18 (7 em corridas e 11 durante a qualificação)
Maior número de voltas lideradas: 527, por Lewis Hamilton.

 

MAIORES VELOCIDADES EM CURVAS

pirelli171

 

VOLTAS MAIS RÁPIDAS EM CLASSIFICAÇÕES

pirelli172pirelli173

(*) Como GP da Europa em 2016 - (**) Pista molhada em 2017

 

VOLTAS MAIS RÁPIDAS EM CORRIDAS

pirelli174pirelli175

(*) Como GP da Europa em 2016 – (**) Pista molhada em 2016

 

OUTROS NÚMEROS INTERESSANTES
• Quilômetros rodados por todos os compostos em 2017 (incluindo testes): 329,170 km
o Duro: 1.549 km
o Médio: 20.259
o Macio: 94.893
o Supermacio: 118.729
o Ultramacio: 83.465
o Intermediário: 7.089
o Molhado: 3.186
Distância coberta em corridas em 2017: 102.856 km
Distância coberta durante os testes de desenvolvimento: 14.285 km

Além disso, a Pirelli informou que vendeu 13.580 bonés, serviu 15.900 refeições e 30.200 cafés em seus HCs, e seu chef cozinhou 870 kg de macarrão e 320 kg de arroz. Também usou 120 kg de queijo parmesão e 520 litros de azeite.

15 comentários

  1. Gabriel P. disse:

    Só uma perguntinha.
    O que a Pirelli fez ou faz com os 38700 pneus usados?
    Joga no lixo ou qualquer lugar como no Brasil ou tem algum programa de reciclagem??

  2. Thiago Azevedo disse:

    Tava pensando em relação aos pilotos que menos sofreram ultrapassagens.
    O Hamilton, por motivos óbvios: melhor carro (na maioria das pistas) e mais rápido que o Bottas.
    Em relação ao Verstappen, que não tem o melhor carro, dá para inferir: que o cara é encardido. E que muito provavelmente ele tem um ritmo de corrida forte ou, ao menos, tão forte quanto o de classificação.
    Quando o ritmo de classificação é mais forte que o de corrida e o carro não é lá grande coisa, a tendência é perder posições na corrida. Então, conquistada uma posição no grid, provavelmente o Verstappen terá um resultado igual ou melhor na corrida.

  3. Francisco disse:

    Olhando a duração das corridas de Monza e Azerbaijão, algo que poderia ser feito na categoria é diminuir a distância dos GPs em 10 ou 15%, com exceção de Monza obviamente, que a meu ver tem a duração e intensidade ideais pra uma corrida. Um GP durar 300km e em torno de 1h40m não faz mais sentido, é muito tempo de aporrinhação, vide Singapura (Cingapura?), Azerbaijão, Bahrein, Rússia e China. Apenas reduzindo em torno desses 15%, os pilotos poderiam forçar bem mais durante as corridas e talvez fossem mais afiados ao invés de ficarem esperando ”a próxima janela dos pits” pra tentarem uma ultrapassagem.

  4. J Alves disse:

    Os caras medem tudo, impressionante…

    Mas na verdade vim comentar que acho que os nomes dos compostos estão ficando ridículos, já há algum tempo. Logo vai ter o superdupersoft, o lukemedium, o almosthard (hehe), o megaultramasterblastersoft e por aí vai.

    Podiam logo partir para algo tipo: A a E, em escala definida no início da temporada, sendo A o mais macio e E o mais duro, mais os I (inter) e W (wet). Acho que ficaria mais fácil de entender a barafunda de pneus disponíveis, para quem está começando a assistir ao esporte, ou é só espectador ocasional…

  5. João Reis disse:

    Se esses cafés foram servidos só em dia de corrida ou testes, foram servidos uns 300 por dia, ou 12 por hora.

  6. Eduardo disse:

    Analisando os números surge a pergunta: para que existe o pneu duro?

  7. Ricardo Bigliazzi disse:

    Pesquisei na net, encontrei que um jogo de pneu custa US$5.000,00. Será que é verdade? 38788/4 = 9.697 jogos X US$5.000,00 => US$48.485.000,00

    As equipes pagam pelos pneus? Por volta de US50.0MM de dolares??

  8. Ricardo Bigliazzi disse:

    Pergunta do milhão (em duas partes):

    Em média quanto custa um pneu de F-1? As equipes pagam pelos pneus consumidos?

    Quem souber responder Eu agradeço!

  9. Cesar Luis disse:

    Isso que é registrar “tudo” que acontece dentro da empresa e/ou projeto, desenvolvimentos, gastos, resultados, etc.

  10. Rodrigo disse:

    Piloto que mais andou com Wet = Massa… Pudera, o cara rodava de pneu de chuva enquanto todo mundo já havia trocado por slick…

  11. Ulisses disse:

    Interessante, mas achei que gastaram muito azeite!!!

  12. Welton Martins disse:

    Essa valeu um jogo de 4 sapatos pro ano que vem

  13. askjao disse:

    Seria interessante voltar a briga dos pneus e ver esses números confrontados com outro fabricante.

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