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quinta-feira, 7 de dezembro de 2017 - 11:46Gomes, Grande Prêmio

“GP ÀS 10″: BIENVENUE, PAUL RICARD

4 comentários

  1. Brabham-5 disse:

    Ah Paul Ricard…Palco de grandes histórias.
    Aqui vai uma delas: O início da rivalidade (guerra) Piquet x Senna, Senna x Piquet.

    O primeiro desentendimento entre Senna e Piquet surgiu em 1983, quando Bernie Ecclestone, dono da Brabham e patrão de Piquet, quis conhecer melhor Ayrton Senna. Ele era a grande revelação da época e Ecclestone, como os demais donos de equipe, ficou de olho nele. Chamou Piquet e propôs: “Eu gostaria de avaliar melhor esse brasileiro e fazer um comparativo entre vocês. O que você quer para topar um teste justo, em absoluta igualdade de condições?”.

    Piquet garante que exigiu apenas a igualdade. Daria meia dúzia de voltas com pneus velhos e acertaria o carro. Então colocaria pneus novos e faria a tomada de tempo. Senna deveria ter as mesmas condições. “E se ele fizer o mesmo tempo ou menos?”, provocou Ecclestone.
    “Bom, se isso acontecer, eu te pago 100 mil dólares. Mas se for o contrário, você é que me paga os 100 mil”, propôs Piquet.

    Ecclestone riu, concordou com a cara de quem tem um ás na manga, e os dois pilotos brasileiros foram para o circuito Paul Ricard, na França, fazer o teste.

    Piquet seguiu o roteiro combinado, mas teve uma surpresa ao entrar no carro: a mando de Ecclestone, a válvula de regulagem de potência do turbocompressor estava lacrada num ponto imutável. Era uma artimanha do patrão para que o teste fosse realmente justo. Afinal Piquet, além de malandro, conhecia bem o carro e o motor com o qual tinha sido campeão.

    Na versão de Piquet tudo seguiu como o estabelecido: ele deu cinco voltas com pneus usados, trocou-os por novos, fez o tempo de 1″05’90 (no pequeno circuito de Paul Ricard) e entregou o Brabham. Ayrton Senna fez a mesma coisa com os pneus velhos, mas usou mais jogos de pneus novos e não conseguiu atingir a marca de Piquet.

    Mesmo assim o teste foi considerado muito bom e o próprio Piquet admite que elogiou Senna para o patrão, que resolveu contrata-lo.

    Mas, segundo Piquet, a Parmalat, multinacional italiana, patrocinadora da Brabham na época, não aceitou.
    “Eles queriam um italiano (no caso Riccardo Patrese), e não outro brasileiro. Daí o Senna saiu dizendo que eu havia boicotado ele. Eu só ganhei 100 mil dólares”, ironizava Piquet.
    omo foi a disputa:
    Piquet foi primeiro a andar no carro, dá algumas voltas, faz um acerto no carro e vira 1″05’90. A partir daí, o carro não mais seria modificado. Os pilotos convidados para testar a Brabham foram: Senna, claro, o colombiano Roberto Guerrero, o italiano Mauro Baldi e seu compatriota Pierluigi Martini.

    Senna e Baldi viram praticamente o mesmo tempo, Guerrero e Martini vinham um pouco atrás.

    Resultado dos testes em Paul Ricard em 14 Novembro de 1983:
    1″05’90 Nelson Piquet Brabham BT52B BMW
    1″07’80 Mauro Baldi Brabham BT52B BMW
    1″07’90 Ayrton Senna Brabham BT52B BMW
    1″08’60 Roberto Guerrero Brabham BT52B BMW
    1″08’90 Pierluigi Martini Brabham BT52B BMW

  2. Jonivan disse:

    Bem que podia ser sem aquela chicane no meio da Mistral. Não custa sonhar…

  3. rafaelle disse:

    ri demais, imaginando a cena ” Não, não calma, já sei …”
    tava rindo já do comentário do GIOVANI BLUMENAU SC , mas bem que poderiam achar o Ezequiel Mera e entrevistar o arteiro. E se houver comprador entrevistá-lo também.
    A frente é DKW e a tampa do porta mala é de Escort. A lataria é um Opala?
    Imagina o brigadeiro multando o carro. – Que raio é esse?

  4. Américo Gameiro disse:

    Flavio, sensacional o carrinho da Varig em sua sala!

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